Flausina
Pretendo saber se a palavra "Flausina" existe realmente ou se é um calão. Caso a palavra exista realmente, qual o seu significado?
Sensorização e sensorialização
Pretendo escrever um texto sobre o modo como os estímulos exteriores são transformados e adaptados a cada um dos sentidos. No caso da visão, falamos de visualização, por exemplo. Mas será que há um conceito genérico que seja independente dos sentidos? Podemos falar de "sensorização" (julgo que mais adequado a "usar sensores") ou "sensorialização"? Ou haverá uma palavra alternativa?
Obrigado.
O pretérito perfeito e pretérito imperfeito
O que nos permite misturar os pretéritos perfeito e imperfeito quando contamos uma estória e, ainda assim, entendermos tudo que se passa? Por exemplo:
«Quando eu era criança, eu nadei muito.»/ «Quando fui criança, eu andava de bicicleta.»
«Comi pamonha e bebia suco.»
Quando devo obrigatoriamente usar o pretérito imperfeito?
Outra pergunta: por que quando digo «Todas as vezes em que ia a Angola, gostava de passear pelas ruas» e «Todas as vezes em que fui a Angola, gostei de passear pelas ruas», na primeira frase eu tenho um sentido implícito de que já não vou mais a Angola?
Espero ter sido claro. É difícil mesmo usar a língua, e o desafio é algo fantástico.
Obrigado.
Município e concelho (Portugal)
A minha questão relaciona-se com o uso frequente do termo município com o significado de «câmara municipal». Este uso é correto ou a palavra mágica município apenas se refere a território, concelho?
O género dos nomes das letras
A minha língua materna é o castelhano porque nasci na Venezuela.
Sempre tive uma curiosidade que é a seguinte:
Qual é a razão para que as letras, sejam femininas em conjunto («as letras») mas quando se designam de forma individual passam a mudar de género («um A», ou «um B»)?
Isto chama a minha atenção porque em castelhano diz-se «las letras» e logo cada uma continua a ser feminina apesar do número «una A» ou «una B».
Muito obrigado.
Nome de baptismo/nome "de familia"
Desconheço o que é em português o "nome de baptismo", o "nome de família", "outros nomes", "primeiro nome", "último nome", que figuram numa ficha de inscrição, por exemplo. Se o meu nome é Maria Teresa Álvares de Sousa, como devo preencher a ficha? Solicito, se faz favor, ampla informação sobre estas questões em português pois sou espanhola e o meu primeiro apelido é o do pai enquanto que o segundo é o da mãe.
Como seria se fosse portuguesa?
A expressão «crescimento negativo»
Hoje no jornal ouvi a expressão «crescimento negativo». Achei um bocado estranho e gostaria de saber se é correcto usá-la.
A tradução de "foreword"
Por vezes pedem-me para fazer traduções de inglês para português e recentemente deparei-me com este dilema.
Como é que se traduz a palavra inglesa foreword?
Na língua inglesa, o termo foreword é utilizado em vez de preface (prefácio) quando nao é o autor a escrever.
Portanto, foreword e preface não têm o mesmo significado na língua inglesa, i.e, preface é normalmente uma introdução escrita e assinada pelo autor, enquanto foreword é uma introdução escrita por outra pessoa.
Porém, em português, parece-me que não existe o correspondente a foreword, sendo sempre utilizado o termo prefácio, mesmo quando não é escrito pelo próprio autor.
Encontrei em livros antigos portugueses o termo carta-prefácio, que me pareceu melhor do que prefácio, quando escrito e assinado por outras pessoas sem ser o autor.
Queria então saber se haverá alguma norma quanto a isto e também quando se utiliza preâmbulo em vez de prefácio. Quanto ao prólogo, creio que será mais utilizado para novelas e obras de drama, etc., e pode haver também um epílogo no final da obra.
Obrigado pelo esclarecimento.
«Espaçamento entre linhas»
É ou não pleonástico dizer «Formatar o espaçamento entrelinhas»? Parece-me que sim (espaçamento/entrelinhas) se atender ao facto de entrelinha significar «o espaço entre duas linhas».
De que
A minha questão é relativa ao uso do de que.
Estão correctas as seguintes construções?
«Ele informou-nos de que iria chegar atrasado» (ou «Ele informou-nos do seu possível atraso»);
«Ele avisou-nos de que iria sair mais tarde» (ou «Ele avisou-nos da sua saída tardia»);
«Tenho medo de que ele faça alguma insensatez...» (ou: «Tenho medo de alguma insensatez que ele venha a fazer...»).
Em suma, em que situações é correcto usar a "dupla" de que a introduzir orações subordinadas completivas?
