Cargo, função e posição
Gostaria de saber que diferença existe entre as palavras cargo, função e posição. Por exemplo, a palavra cargo é uma expressão usada para posições profissionais na função pública? — Ex.: «cargo de ministro das Finanças» — Ou também pode ser usada em empresas privadas? — Ex.: «cargo de director-geral». Será que seria mais adequado usar-se a expressão função no caso de uma empresa privada? — Ex.: «exercer a função de director clínico da empresa.»
Agradeço esclarecimento.
A classe de palavras de salvo e excepto
Outra dúvida prende-se com a distinção de alguns advérbios e preposições, especialmente nos casos de «salvo» e «excepto», que são advérbios de exclusão, mas também são preposições. Embora sabendo que o advérbio depende de outra categoria, que nenhuma outra categoria depende do advérbio e que é isto que distingue o advérbio da preposição, não consigo construir uma frase com aquelas palavras com valor de advérbio... Também sei que a gramática tradicional não considera os advérbios de exclusão, de designação nem de inclusão, assim como a nomenclatura gramatical brasileira, que considera as palavras que são enquadradas naquelas subclasses «palavras denotativas», porque denotam exclusão, inclusão e designação. Será que «salvo» e «excepto» são verdadeiramente preposições e não advérbios? Ou podem encaixar-se em ambas as classes? Nesse caso, como as distinguimos?
Forma de frase, polaridade de um enunciado e o verbo negar
A frase «A entrada do Fidalgo na barca do Paraíso tinha sido negada pelo Anjo» assume a forma negativa, ou afirmativa? Muito obrigado pelo esclarecimento.
O antónimo de inteligente
Qual o antónimo de inteligente?
Exceções na atribuição de género gramatical
Gostaria de ver uma lista de substantivos que nao seguem a regra da concordância com o artigo. Por exemplo, «o mapa», «o mar», «o dia», «a mão», «a razão».... Qual a razão por que estes substantivos não seguem a regra?
Canhoto
Sei que a palavra canhoto deriva de canho.
Contudo desconheço a origem etimológica desta última palavra. Será que me podem esclarecer?
Obrigado.
Bem hifenizado
Numa das várias respostas sobre o uso do hífen, pode ler-se a seguinte regra: «7.5. Bem – Antes de vogal e h, quando na pronúncia se ouve o ditongo ei: bem-amado»
«Bem-vindo» não entra! Se acrescentarmos a explicação «não se aglutinaram», muito vaga, chegamos a “bem vindo”. Bolas! Excepção? Quando apareceu o hífen? (Qual foi a primeira palavra hifenizada?)
Escrevo sempre «bem-vindo», mas dei por mim a escrever «toda a informação é bem vinda» (se bem que «será bem vinda» me pareça melhor) e pareceu-me bem por não se tratar da saudação. Há esta diferenciação?
Obrigado.
Os melhores cumprimentos
Marcuense, marcoense ou marquense?
Deve escrever-se marcuense (como surge no Dicionário da Porto Editora e se escreve na Redacção do "Repórter do Marão") ou marcoense, como defende parte da população de Marco de Canaveses, concelho do distrito do Porto? Segue-se a regra (ex: de Porto, portuense)?
N.E. O consulente escreve segundo a Norma de 1945.
O adjetivo fruste
Tenho encontrado na literatura (há uma expressão de Pessoa: «Inversão sexual frustre», mas principalmente em artigos de opinião escritos já no século XXI, a palavra frustre como adjectivo. O dicionário de língua portuguesa da Porto Editore contém a forma fruste, sem erre na sílaba final, na acepção que me parece a usada por Pessoa e por várias pessoas, entre as quais Vasco Pulido Valente, em artigos de opinião actuais. É frustre a versão arcaica de fruste (1. de qualidade inferior; insignificante; ordinário; 2. rude; grosseiro; 3. que não brilha; 4. MEDICINA relativo a uma forma leve ou incompleta de uma doença (Do italiano frusto, «gasto», pelo francês fruste, «idem»), ou tem outro significado? Porque é que não aparece nos principais dicionários?
Concordância com «grande parte de...» numa estrutura predicativa
Dever-se-á dizer «Enfrentou inúmeros problemas, grande parte deles incompreensíveis à partida», ou «Enfrentou inúmeros problemas, grande parte deles incompreensível à partida»?
