Concordância com «nada e/nem ninguém»
Pergunto se na frase «Nada e ninguém escapa» o verbo tanto pode ser conjugado no singular como no plural.
Obrigado.
Procedimento cautelar e providência cautelar
De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea publicado em 2001 pela Academia das Ciências de Lisboa, «procedimento cautelar é o mesmo que providência cautelar».
A extensa explicação que vem no Dicionário Jurídico de Ana Prata (Volume I, Almedina, Maio de 2006) parece indicar que procedimento cautelar e providência cautelar são duas coisas distintas. Concretamente, procedimento cautelar é um requerimento apresentado a um juiz para que este emita uma providência cautelar. Só é emitida uma providência cautelar depois do juiz assegurar-se da plausibilidade da existência do direito do requerente.
O mesmo Dicionário Jurídico define «providências cautelares como medidas decretadas pelo tribunal nos procedimentos cautelares».
Agradecia um esclarecimento.
N. E. – Manteve-se a ortografia seguida pelo consulente, a qual é anterior ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990.
Morfema e palavra
Qual a diferença entre morfema e palavra?
Palavras africanas no português (letra g)
Quais são as palavras africanas que começam com a letra "g"?
Elemento morfológico
Gostaria de saber o que é um elemento morfológico, com exemplo.
A sintaxe do verbo encontrar
Na frase «O velho moleiro encontrou o frade no caminho», o complemento «no caminho» será um complemento oblíquo, ou um modificador?
A origem da expressão «conhecer de ginjeira»
Gostava de saber qual a origem da expressão «conhecer de ginjeira». Obrigado.
Íngreme
Gostaria de saber se íngreme só se aplica a subida; ou de outra forma, se é correcto dizer que uma descida é íngreme. Obrigado.
Dever e ter de em normas oficiais
Consulto frequentemente o vosso sítio e desde já vos felicito pelo excelente trabalho.
Tenho um problema com a utilização do deve (opcional) ou tem de (obrigatório).
Uma norma (conjunto de regras a seguir) é (ou devia ser) escrita utilizando o princípio da clareza (linguagem clara e compreensível para todas as pessoas).
Sendo a frase:
«A entidade X deve escolher o método A ou o método B e deve aplicar o método escolhido no quadro 1.»
Neste caso, o «deve aplicar» está correcto, ou utiliza-se tem de ou mesmo o verbo na forma activa?
Outro caso:
«A entidade X deve garantir os items x, y e z.»
Se é uma norma (regra a seguir) obrigatória, o deve na frase torna a acção opcional.
Neste caso, penso que deveria ser «A entidade X têm de garantir...» ou «garante» de forma a a acção ou situação ser obrigatória.
Quando uma norma é transposta a aviso na legislação portuguesa através do princípio da legalidade (onde a norma fica submetida à lei), contendo o mesmo texto (com deve), como deve ser interpretada?
Este problema é claro na língua inglesa, onde shall e must são claramente opcional e obrigatório, respectivamente.
Mas a tradução de normas EN para PT origina muitas situações idênticas às referidas.
Como fica: deve, ou tem de?
Grato pela atenção.
«Por mor de» e «por via de»
Na minha região ainda é vulgar ouvir-se frases como «Vou à feira por mor de comprar batatas» ou «Vou à mercearia por via de comprar arroz».
Serão as locuções subordinativas finais «por mor de» e «por via de» regionalismos, ou arcaísmos?
