DÚVIDAS

A pronúncia da letra w
Se a letra w pertence ao alfabeto gótico, se a maioria das línguas a lê com o seu valor original "v", por que razão agora em Portugal se usa como valor o "u", som que petence a uma das excepções, dantes chamava-se duplo v e tinha o som de "v". Já ouvi pronunciar o nome do pintor francês Watteau como "Uotau" e o dos Wagner que imigraram para os Estados Unidos como "Uogner", etc. O inglês, o wallon (língua já mais que moribunda) e o espanhol, a meu ver, são excepções e não a regra.
A 2.ª pessoa do plural dos verbos: «Vós fizestes»
No programa Cuidado com a Língua que foi para o ar no dia 18 de Maio (se não estou em erro), na secção em que alertam para erros verificados em publicidade e afins, referiram, a propósito do DVD Sei o Que Fizestes no Verão Passado, que a expressão "fizestes" não pode ser utilizada «nunca, jamais, em tempo algum». Mas então... como se conjuga a 2.ª pessoa do plural do verbo fazer no pretérito perfeito? Não é «vós fizestes»? Ora, quem profere este título é o misterioso assassino, dirigindo-se a um grupo de jovens: eu sei o que (vós, jovens) fizestes o Verão passado! Incorrecto seria o muito comum "fizestéis"! Ou será que está algo a falhar no meu raciocínio (o que admito desde já)?
Divisão de uma frase em orações
Gostaria de saber com exactidão, se for possível, como é que se divide uma frase em orações, e, consequentemente, a necessária a nomeação do: - Sujeito; - Predicado; - Complementos directo e indirecto; - Complementos circunstanciais de: tempo, modo e lugar (não me lembro de mais nenhum!) Em geral, gostaria que me desse uma visão, o mais possível alargada, em relação a este conceito... P.S. Já agora, se não se importa, ficar-lhe-ia muito grato se me pudesse fazer uma correcção, em termos de pontuação, ao texto por mim escrito. Muito Obrigado
O uso da vírgula com as conjunções porque e que
Fiz diversas leituras (inclusive aqui), porém nada sanou a minha dúvida. Peço aos senhores um esclarecimento ou apenas uma referência para eu consultar. O adjunto adverbial e a oração adverbial possuem o mesmo papel: modificador. Há autores até que chamam de adjunto adverbial em forma de oração (as orações adverbiais), até aqui, tudo bem! mas... quando vamos à pontuação que é o problema! Os adjuntos adverbiais no final não são separados dos termos anteriores, as orações adverbiais também deveriam seguir a mesma Regra: "Não veste com luxo porque o tio não era rico." (Machado de Assis, OC, II, 204.) Porém... A vida não é feita apenas de momentos bons: "Ceamos à lareira, que a noite estava fria." (A. Ribeiro, M, 44.) Qual motivo das orações adverbiais na forma direta (após a principal), ora estão com vírgula, ora não?
Pontuação em endereços
Na actividade que exerço actualmente, tenho frequentemente que actualizar endereços em bases de dados, e quase sempre me questiono qual a forma correcta de pontuar um endereço, preciosismo meu talvez, mas realmente incomoda-me não ter a certeza de como escrever correctamente. Dever-se-á usar sempre vírgulas? E os espaços, travessões, hífenes, barras...? Existe alguma regra específica para cada elemento do endereço? Por exemplo, nos seguintes endereços, uso normalmente a seguinte pontuação: 1) Edifício Magnólia - Rua das flores, Lote 22 - 4º Habitação 42; 2) Travessa das Camélias - Bairro Floral, 57 - R/C Esq. Trás B; 3) Praça dos Ornatos, 38A - 1º Dto. Está correcta, a forma como pontuei, ou não, os exemplos? Também, na alínea 3, tenho dúvidas quanto ao uso de espaço, ou não, em números afectos a letras. Grato pela vossa atenção.
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