DÚVIDAS

A identificação de uma frase nominal
Me deparei com a seguinte questão: Assinale a única opção que apresenta uma frase nominal: a) Ai, minha cabeça dói! b) Dor de cabeça! c) Ai, que dor de cabeça! d) Ai, está doendo minha cabeça! e) Finalmente minha cabeça parou de doer. Gabarito: Letra b. Bem, segundo o que eu entendo, uma frase, em primeiro lugar, tem de ter sentido completo, com ou sem verbo, ou seja, para ser frase basta atingir seu objetivo que é de estabelecer comunicação. Portanto, dependendo do contexto, uma única palavra poderá ser classificada ou não como frase. Frase nominal é aquela que possui sentido completo, mas não possui verbo.Voltando à questão, eu descartaria de cara as opções A, D e E porque, além de serem frases, são também orações, ou seja, possuem pelo menos um verbo em sua construção. Nas opções B e C não há um verbo, salvo se tiver algum elíptico que eu não esteja percebendo. Como a questão não apresenta um texto básico para que o candidato tenha uma ideia do contexto onde essas frases foram produzidas, eu marquei a letra C. Para minha surpresa, o gabarito foi a letra B. Não entendi! Quando comparada as duas construções «Dor de cabeça!» e «Ai, que dor de cabeça!» e levando-se em consideração que não tenho um contexto para essas construções, entendo que não posso dizer que «Dor de cabeça» tenha sentido completo, pois pode ser que eu esteja vendo uma pessoa sofrendo com dor de cabeça e afirme isso para uma outra pessoa que esteja a meu lado ou posso eu responder a uma pessoa que estou com dor de cabeça, mas aqui eu precisaria de um contexto para dar sentido a essa construção «Dor de cabeça!». Por outro lado, a construção «Ai, que dor de cabeça!» me parece de fato uma frase nominal. Um falante quando a expressa não há dúvidas para o seu interlocutor quem está sentindo dor de cabeça. Seria aqui o caso de ser uma oração, pois a locução verbal, «estou sentindo», estaria subentendida («Ai, que dor de cabeça estou sentindo!»)? Poderiam me ajudar a esclarecer?
A pronúncia da letra w
Se a letra w pertence ao alfabeto gótico, se a maioria das línguas a lê com o seu valor original "v", por que razão agora em Portugal se usa como valor o "u", som que petence a uma das excepções, dantes chamava-se duplo v e tinha o som de "v". Já ouvi pronunciar o nome do pintor francês Watteau como "Uotau" e o dos Wagner que imigraram para os Estados Unidos como "Uogner", etc. O inglês, o wallon (língua já mais que moribunda) e o espanhol, a meu ver, são excepções e não a regra.
Mal visto e malvisto
Relativamente à resposta dada em 22/04/2008, com o título Grafia de malvisto, gostaria de saber se são aceitas as seguintes frases: 1) «O João foi mal visto, porque chegou disfarçado ao velório.» 2) «A placa foi/ficou mal vista, pois o mato a encobriu.» Outras situações com mal: 3) «O prédio malfeito/malconstruído foi vendido por um preço baixo.» 4) «O prédio foi mal feito/mal construído pela construtora.» 5) «Aquele quadro está/ficou malpintado.» 6) «Aquele quadro foi mal pintado pelo João.» 7) «O texto acima ficou mal-elaborado.» 8) «O texto acima foi mal elaborado pelo consulente.» Há alguma forma de se identificar o mal separado, com hífen, ou "tudo junto" sem hífen, ou o contexto é que definirá entre uma ou outra? Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa