DÚVIDAS

Os princípios da coerência textual
Considere-se o seguinte excerto: «O único viajante com verdadeira alma que conheci era um garoto de escritório que havia numa outra casa, onde em tempos fui empregado. Este rapazito coleccionava folhetos de propaganda de cidades, países e companhias de transportes; tinha mapas – uns arrancados de periódicos, outros que pedia aqui e ali –; tinha, recortadas de jornais e revistas, ilustrações de paisagens, gravuras de costumes exóticos, retratos de barcos e navios. Ia às agências de turismo, em nome de um escritório hipotético, ou talvez em nome de qualquer escritório existente, possivelmente o próprio onde estava, e pedia folhetos sobre viagens para a Itália, folhetos de viagens para a Índia, folhetos dando as ligações entre Portugal e a Austrália.» O segmento textual «Este rapazito coleccionava folhetos de propaganda de cidades, países e companhias de transportes» evidencia o respeito por que princípios da coerência textual? Respeita todos os princípios do mesmo modo; ou, por outro lado, um especialmente, em particular (por exemplo, o da relevância ou o da não contradição, em havendo a necessidade de se elencar só um)? Muito obrigado.
«Face a» e «frente a»
Vejo com frequência as locuções «face a» e «frente a» em textos da mídia e até em textos acadêmicos , inclusive de alunos de letras. Sei também que [Celso] Luft, no Dicionário de Regência Nominal abona essa expressão assim como «frente a». Gostaria de saber se o uso de «face a» e «frente a» já está liberado em textos formais? Grato pela resposta e parabéns pelo belo serviço de vocês.
«Salus per aquam»
Temos a seguinte questão com uma frase em latim: A frase é «sanum per aqua(m)», que deu origem à célebre sigla SPA. Sabemos que água em latim se escreve aqua, mas o per rege acusativo, logo a frase no latim original seria  «sanum per aquam». No entanto, fomos informados de que se pode considerar correcto escrever «sanum per aqua» partindo do princípio de que uma língua enquanto viva vai evoluindo com o seu uso; logo, o latim clássico, original, foi sendo alterado (até chegar aos dias de hoje) e numa fase mais tardia a regência dos casos perdeu-se. É possível confirmarem esta questão junto de um especialista?
«O Conselho de Docentes reuniu-se...»
Como deve dizer e escrever: O Conselho de Docentes reuniu ou reuniu-se?O Conselho Pedagógico reuniu ou reuniu-se? Não consigo chegar a acordo com os colegas acerca da forma correcta de usar, nestes casos, o verbo reunir. Eu usava a 2.ª opção mas os colegas insistiram para que passasse a usar a 1.ª – reuniu. Presentemente, o livro editado pelo Público, "Livro de Estilo" , vem afirmar como correcta a forma como eu usava o verbo, nesta situação particular. Podem esclarecer-me esta dúvida?
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