Vírgulas, conjunção causal, conjunção explicativa
Lendo alguns fóruns na Internet, deparei-me com o seguinte modelo de frase: «Jorge gosta de frutas porque faz bem.» Nota-se que há a conjunção porque, não sendo precedida de vírgula.
O fórum cita o porque explicativo e causal, citando suas diferenças, sendo uma delas a de que o porque causal não pode ser precedido de vírgula e estabelece uma causa entre as duas orações; neste caso, a causa de Jorge gostar de frutas deve-se ao fato de estas fazerem bem, o que explica a ausência de vírgula. No entanto, tal análise torna-se, de certa forma, muito subjetiva, gerando uma dúvida no leitor. Da mesma forma que o porque da frase pode ser entendido como causal, também pode ser entendido como explicativo; a explicação do motivo de Jorge gostar de frutas deve-se ao fato de elas fazerem bem.
Li por vários outros fóruns e sites atrás de métodos para diferenciá-los, mas não obtive sucesso.
Afinal, há algum método de diferenciá-los com exatidão ou podemos nos esbarrar nesse mesmo problema de ambiguidade na análise?
Grato.
«Eu suspeito de que» e «eu suspeito que»
Diz-se «eu suspeito de que ele fez isso» ou «eu suspeito que ele fez isso»?Gostaria de ter a vossa resposta. Muito obrigado.
Sobre «campo lexical» e «área vocabular»
Penso que, segundo a nova terminologia, já não se diz «área vocabular», mas, sim, «campo lexical».
O advérbio né (registo informal)
Entendo que "né" é um advérbio, resultado da contração da locução "não é", gostaria de saber. "Né" é um advérbio de dúvida? "Não é?" é uma locução adverbial ou verbal? "Né" é aceito na linguagem culta, é registrado?
Mantedor e mantenedor
Gostaria que me ajudassem a desfazer uma dúvida de há muito tempo: em bom português (de Portugal!), o substantivo mais correto para nomear “aquele que mantém” deverá ser mantedor, ou mantenedor? Os dicionários que consultei acabaram por adensar ainda mais a minha incerteza com cansativa guerra de palcos entre o PT e o BR.
Grato pela ajuda.
Doutrina: origem da palavra
Gostaria, se possível, de saber a origem da palavra doutrina. Grato.
O particípio passado dito
Quando usava o verbo falar em «eu tinha dito» e «eu tinha dizido», nem todas as pessoas concordavam.
Porque será que nem todas as pessoas vêem que ambas as formas podem ser utilizadas?
Secreção, segregar e secretar
Gostaria de saber se o verbo secretar existe. Tenho a sensação de já ter visto escrito muitas vezes frases como «a tiróide secreta a enzima x». Mas fui ao dicionário online Priberam e não encontrei nada. Existe secreção e segregar, mas não secretar.
O plural da sigla CD («compact disc»)
Sei que este assunto já foi abordado, mas gostaria ainda de obter alguns esclarecimentos. Uma vez que CD não é bem uma sigla como as outras pois já se instalou no uso oral como um nome, será legítimo escrevê-la como palavra ("cêdê") e pluralizar esta ("cêdês"), sobretudo na ausência de outros indicadores para o seu entendimento no plural? Por exemplo, «aquela mesa era uma confusão: cadernos, papéis, pacotes de batatas fritas vazios, CD...». «CD» não funciona; "CDs" ou "CD's" não é aceitável. Usar "cêdês" entre aspas? Optar pela expressão discos compactos? Neste caso, não deveria formar-se uma palavra composta ("discos-compactos"), atendendo a que qualquer disco de madeira ou de metal é compacto?
Utilizado e analisado
Pensei que, por ex., utilizar fosse sempre "utilizado" e analisar "analisado", mas ao ler diversos textos observei que existe de tudo: utilisado e analizado, por ex. Estão correctas estas formas também? Há alguma regra em que eu me possa orientar? Muito obrigado pela resposta sobre este assunto!
