Gémeo
A frase «estão ali 2 gêmeas» está correcta, ou devo dizer «estão ali gêmeas»? E se forem três, deve-se dizer «estão ali três gêmeas», ou «estão ali trigêmeas»?
Obrigado.
«Ligar com»
Ultimamente tenho ouvido muito a expressão «ligar com ele», em vez de «ligar-lhe». Penso não estar correcto. Agradecia-lhes que comentassem.
Obrigada.
Função sintáctica do pronome relativo cujo
Sou professora de Português, trabalho em 4 colégios com o Ensino Médio há 12 anos e hoje, trabalhando a função sintática do pronome relativo cujo (e variações) como adjunto adnominal, deparei-me com a seguinte frase: Esse foi o caso cuja resolução demorou. Ou seja, a resolução do caso demorou. A minha dúvida se deve ao fato de que o caso possui valor passivo (o caso foi resolvido). Sendo assim, cuja não seria adjunto adnominal, mas sim complemento nominal. Como nunca verifiquei situação semelhante (pronome relativo cujo como complemento nominal), resolvi recorrer a vocês a fim de constatar se meu raciocínio está correto ou não. Se eu estiver certa, poderia ser esse caso uma exceção? Estando errada, peço encarecidamente uma explicação, pois a mesma será de extrema importância para mim e para meus alunos.
Desde já agradeço a atenção.
Refastelar e refestelar
“Refastelar” e “refestelar”: alguma destas palavras existe como verbo no português?
Água, esdrúxula aparente
Como se classifica a palavra água quanto á acentuação?
Esdrúxula? Ou grave?
Obrigado.
“Jet Set”
Já percorri imensas páginas, mas não consegui encontrar o significado exacto de "Jet Set" nem a origem da expressão.
Aproveito para dizer que é palavra que não aprecio em nenhum dos sentidos, mas quero apenas corresponder a um esclarecimento que me solicitaram, e... francamente, não sei!
Obrigado e parabéns pela magnífica página que merece ser por todos os falantes lusófonos apoiada e estimulada.
Como elaborar o retrato de uma personagem
Quais são os principais aspectos para redigir um retrato?
O plural de metrô (português brasileiro) e metro (português europeu)
Gostaria de saber se existe o plural de metrô.
«Estar teso como um...»
Gostaria de saber como se escreve correctamente a expressão «estar teso como um...»: "birote"? "virote"? "barrote"? Alguém sabe de onde vem esta expressão? Na minha zona as pessoas costumam dizer "birote", mas essa palavra não existe! Obrigada.
Sobre período, frase e oração
A noção e a relação de período, frase e oração, comummente aceites, são um equívoco.
O período é do nível textual. Quando descemos ao nível da sintaxe, o período sai de cena e entra a frase, entendida como oração. Esta é que é o objecto específico da análise sintáctica. O período limita-se a ser simples ou composto, conforme tem uma ou mais frases/orações. Quando dizemos que alguém escreve frases muito longas, deveríamos dizer períodos muito longos, porque estamos a fazer análise textual e não análise sintáctica.
Incoerentemente, quem identifica frase com período define-os de forma diferente, aproximando muito mais a frase da oração do que do período. A pobre da frase anda aos trambolhões entre o período e a oração, porque ninguém lhe delimita o âmbito como entidade significante. É tudo e não é nada!
Entendendo-se frase como período, no caso de ser composta por orações coordenadas, seria possível transformá-la em períodos, não acontecendo o mesmo no caso de ser composta por orações subordinadas. Então, como podem ser idênticas duas noções que nem sequer são reversíveis?
E não são reversíveis, porque o período pode ser composto, mas não complexo, enquanto a frase pode ser complexa, mas não composta. O período pode ser simples ou composto; a frase só pode ser simples ou complexa. Ao identificarmos frase com período, deixamos de ter a possibilidade de distinguir frase complexa de frase composta, que são coisas muito diferentes. Ou seja, confundimos orações complexas com um complexo de orações.
Todo este imbróglio resulta de um erro muito frequente nos gramáticos, que é a mistura dos planos, o erro de perspectiva. Neste caso, misturam o último degrau da estrutura textual (o período) com primeiro da estrutura sintáctica (a frase).
E as consequências são inevitáveis e imediatas: logo nos tipos e formas de frase se verifica que, obviamente, se trata da frase/oração e não da frase/período.
Concluindo: por ser lógico e funcional e por não vislumbrar motivo nem vantagem na alternativa, antes pelo contrário, usarei sempre frase como sinónimo de oração e assim definida: dizer algo acerca de algo, na sua expressão mais simples, e as suas circunstâncias. E já agora por que não substituir oração por predicação? Não seria mais actual, mais claro e mais adequado? Infelizmente, clareza e adequação são valores que o ensino tradicional da língua desvaloriza…
