Congratular-se (com, por ou de?)
Normalmente, «congratulamo-nos com os sucessos dos outros». Mas vi escrita uma frase do tipo «Fulano, ao receber o seu primeiro ordenado, congratulou-se dos esforços daquele mês de intenso trabalho.
É incorrecto, não é?
Entreter, entretido
Eu sempre achei que o correto era dizer "entretido".
Ex.: «Meu pai me chamou, e eu não escutei, porque estava entretida no computador.»
Gostaria de saber, porque tenho uma amiga que diz que o correto é "intertido".
A subclasse do advérbio talvez
O advérbio talvez é um advérbio de dúvida ou de exclusão, segundo o novo dicionário terminológico [aplicado em Portugal]?
Casos do verbo gostar
Em frases como «Eu tinha quase certeza (de) que o Carlos seria aprovado» e «A mãe do Carlos gostaria muito (de) que o seu filho tivesse sido aprovado», pergunto:
1) a omissão da preposição de diante de conjunção integrante é obrigatória, ou facultativa?
2) que explicação lógica, fundamentada, se dá à omissão de tal preposição nas duas frases acima?
3) em se omitindo, o verbo gostar (segunda frase) continua sendo transitivo indireto?
«É estritamente necessário fazer algo...»
Gostaria de saber se, na frase «É estritamente necessário fazer algo por este velho mundo», a utilização de estritamente é adequada, tendo em consideração o facto de, no contexto em que estava inserida, a frase pretender salientar a ideia de ser necessário fazer algo para proteger o mundo em que vivemos.
Obrigada.
«Sem apelo nem agravo»
Qual o significado e a diferença entre as expressões «sem apelo nem agravo» e «sem apelo e com agravo»?
O termo translacional
Fala-se em «investigação translacional», no sentido de, por exemplo, aplicar resultados de investigação básica à investigação clínica, e vice-versa. O termo translacional existe? Como se deve dizer, com aquele significado e falando da mesma coisa?
Premir
Relativamente ao acto de carregar num botão, qual é a palavra correcta: premir ou primir?
Infantojuvenil
Sempre escrevi e li infanto-juvenil, assim com hífen. Para minha surpresa, descobri que os novos VOLP, Aurélio e Houaiss, estão adotando infantojuvenil, sem hífen.
Creio que estão tratando a palavra como prefixo ou falso prefixo mais uma palavra base, conforme o Acordo Ortográfico de 1990/2010, ao invés de dois adjetivos, como julgo ser o correto.
Gostaria, por gentileza, de saber a opinião dos senhores.
Obrigado e parabéns pelo sítio.
Imprensa escrita?
Tenho assistido ao uso cada vez mais frequente da expressão «imprensa escrita», seja por jornalistas em jornais de referência (ainda hoje, 6 de Agosto, em "O Público"), seja nas televisões por políticos e afins. A imprensa é, por definição, escrita. Logo, o termo é redundante, como se depreende da consulta do dicionário da Porto Editora, quando diz que imprensa é «arte de imprimir; o conjunto dos jornais». Ou não? A língua também é feita do uso que lhe é dado pelos seus falantes. Estaremos a assistir à socialização de uma expressão incorrecta, que passaria a ser correcta por ser comummente aceite? Nesse caso, estará a escapar-me algo?
Uma das explicações para a utilização daquela expressão – até por pessoas de reconhecida formação cultural – seria a de que se estaria assim a fazer uma distinção entre órgãos de comunicação social. Referir-se-ia a «imprensa escrita» para diferenciar de outros modos de comunicação, como a televisão ou a rádio. Se é esta a explicação, parece-me muito frágil.
Alguém quer comentar?
