Modificador apositivo do nome, sujeito e complemento direto
Gostaria que me explicassem o seguinte: o modificador apositivo do nome (ex-aposto ou continuado) faz parte do sujeito? Exemplo:
«O Luís, um ótimo aluno da turma X, adoeceu.»
O sujeito é apenas «O Luís», ou é «O Luís, um ótimo aluno da turma X»?
Do mesmo modo, num complemento direto, por exemplo, na frase «Ele comeu uma maçã podre», qual é o complemento direto: «uma maçã», ou «uma maçã podre»? Isto é: o modificador restritivo do nome (ex-atributo) está incluído no complemento direto, ou não?
Muito obrigado e continuação do ótimo trabalho que têm feito pela língua portuguesa.
Sínclise, apossínclise e dissínclise
Gostaria de saber o que é sínclise, pronome sinclítico, apossínclise e dissínclise. Poderiam-me dizer também qual a origem da mesóclise em português? Existe alguma bibliografia que me poderiam indicar? Poderiam dar alguns exemplos?
Sempre muito grato!
A regência do verbo pegar
Na frase «peguei na caneta», qual a classificação sintáctica de «na caneta». Será complemento directo, mesmo que seja introduzido por uma preposição – «em» (embora contraída com o determinante artigo)?
A origem do nome "Diniz" (com z)
Confrontado recentemente com a lista de nomes próprios admissíveis para o registo civil de recém-nascidos, fui informado de que o nome Dinis poderia ser usado, mas o nome "Diniz" não, por alegadamente corresponder a uma forma arcaica de grafia do nome. Perante as minhas dúvidas, os funcionários do registo civil explicaram que a lista de nomes admissíveis era estabelecida a partir da consulta de especialistas em onomástica, que assim se tinham pronunciado neste caso.
Por outro lado, numa das vossas respostas anteriores (Moniz e Diniz) afirmam que Dinis se escreve com s porque provém do francês Denis. Nesse caso qual é então a origem do nome Diniz? É correto que não possa ser usado como nome próprio?
Muito obrigado pelos esclarecimentos.
O significado e a origem da expressão «fazer a cama»
Qual o significado e a origem da expressão «fazer a cama», que se aplica a certa pessoa que quer prejudicar outra de alguma maneira? Obrigado!
O uso de travar= «lutar»
É correcto dizer: «A batalha está sendo travada», como que dizendo «a batalha está em andamento», ou «a peleja está sendo pelejada» (inglês, «The battle is being held»)?
Mais: se o verbo travar vem do nome trave, como se explica que travar signifique, também, «começar, dar início a»; e «travar de» signifique «agarrar, lançar mão de»? Que travar signfique «fazer reduzir o movimento» é-me compreensível a partir do étimo da palavra; porém, naqueles dois casos, não vejo relação alguma entre o étimo do verbo e o significado que ao verbo é dado. Há aí alguém que possa esclarecer isto?
Muito grato.
Markus Dienel
Dígrafos, encontros consonantais e encontros vocálicos
Sou estudante do primeiro ano do ensino médio e atualmente estou estudando dígrafos, encontros consonantais e encontros vocálicos e gostaria de saber por que as palavras aquário e pequeno não são consideradas dígrafos nos dois casos?
E gostaria de saber qual o encontro consonantal nas palavras grandes e preestabelecida? E qual o encontro vocálico nas palavras meu, secundária e empresarias?
Agradeço desde já!
«Vem a ser», novamente
A propósito de minha consulta respondida pela professora Edite Prada em 7/3/2014, ainda ficaram obscuros (pelo menos, para mim) aspectos referentes à concordância verbal na frase que apresentei. Em virtude disso, volto ao assunto com novas frases, de estrutura semelhante.
«O professor foi veementemente criticado por seu melhor amigo, que vem (venho) a ser eu mesmo.»
«O professor foi veementemente criticado por seu melhor amigo, que devo (deve) ser eu mesmo.»
«O professor foi veementemente criticado por seu melhor amigo, que continuo (continua) a ser eu mesmo.»
«O professor foi veementemente criticado por seu melhor amigo, que passo (passa) a ser eu mesmo.»
«O professor foi veementemente criticado por seu melhor amigo, que começo (começa) a ser eu mesmo.»
A minha dúvida, em suma, seria a seguinte: se, quando o verbo ser é usado numa estrutura de oração relativa + pronome pessoal, a concordância se faz com esse pronome, o mesmo não deveria ocorrer quando se trata de uma conjugação perifrástica com o mesmo verbo ser?
Cumpre dizer que a locução «vir a ser» (motivo de minha pergunta inicial), no Aulete Digital, tem as acepções de «chegar a ser, converter-se em»: «Se levasse a sério o estudo, viria a ser um grande pianista»; e de «ser, tratar-se de»: «Aquela que você criticou vem a ser minha mulher.»
Agradeço antecipadamente.
Hélder
Como se escreve Helder?
Soneto perfeito
O seguinte poema de Camões pode ser considerado como sendo um soneto perfeito?
Como quando do mar tempestuoso o marinheiro, lasso e trabalhado, de um naufrágio cruel já salvo a nado, só o ouvir falar nele o faz medroso,
e jura que, em que veja bonançoso o violento mar e sossegado, não entra nele mais, mas vai, forçado pelo muito interesse cobiçoso;
assi, Senhora, eu, que da tormenta de vossa vista fujo, por salvar-me, jurando de não mais em outra ver-me:
minh'alma, que de vós nunca se ausenta, dá-me por preço ver-vos, faz tornar-me donde fugi tão perto de perder-me.
Obrigado pela atenção
