DÚVIDAS

Modificador apositivo do nome, sujeito e complemento direto
Gostaria que me explicassem o seguinte: o modificador apositivo do nome (ex-aposto ou continuado) faz parte do sujeito? Exemplo: «O Luís, um ótimo aluno da turma X, adoeceu.» O sujeito é apenas «O Luís», ou é «O Luís, um ótimo aluno da turma X»? Do mesmo modo, num complemento direto, por exemplo, na frase «Ele comeu uma maçã podre», qual é o complemento direto: «uma maçã», ou «uma maçã podre»? Isto é: o modificador restritivo do nome (ex-atributo) está incluído no complemento direto, ou não? Muito obrigado e continuação do ótimo trabalho que têm feito pela língua portuguesa.
A origem do nome "Diniz" (com z)
Confrontado recentemente com a lista de nomes próprios admissíveis para o registo civil de recém-nascidos, fui informado de que o nome Dinis poderia ser usado, mas o nome "Diniz" não, por alegadamente corresponder a uma forma arcaica de grafia do nome. Perante as minhas dúvidas, os funcionários do registo civil explicaram que a lista de nomes admissíveis era estabelecida a partir da consulta de especialistas em onomástica, que assim se tinham pronunciado neste caso. Por outro lado, numa das vossas respostas anteriores (Moniz e Diniz) afirmam que Dinis se escreve com s porque provém do francês Denis. Nesse caso qual é então a origem do nome Diniz? É correto que não possa ser usado como nome próprio? Muito obrigado pelos esclarecimentos.  
O uso de travar= «lutar»
É correcto dizer: «A batalha está sendo travada», como que dizendo «a batalha está em andamento», ou «a peleja está sendo pelejada» (inglês, «The battle is being held»)? Mais: se o verbo travar vem do nome trave, como se explica que travar signifique, também, «começar, dar início a»; e «travar de» signifique «agarrar, lançar mão de»? Que travar signfique «fazer reduzir o movimento» é-me compreensível a partir do étimo da palavra; porém, naqueles dois casos, não vejo relação alguma entre o étimo do verbo e o significado que ao verbo é dado. Há aí alguém que possa esclarecer isto? Muito grato. Markus Dienel
Dígrafos, encontros consonantais e encontros vocálicos
Sou estudante do primeiro ano do ensino médio e atualmente estou estudando dígrafos, encontros consonantais e encontros vocálicos e gostaria de saber por que as palavras aquário e pequeno não são consideradas dígrafos nos dois casos? E gostaria de saber qual o encontro consonantal nas palavras grandes e preestabelecida? E qual o encontro vocálico nas palavras meu, secundária e empresarias? Agradeço desde já!
«Vem a ser», novamente
A propósito de minha consulta respondida pela professora Edite Prada em 7/3/2014, ainda ficaram obscuros (pelo menos, para mim) aspectos referentes à concordância verbal na frase que apresentei. Em virtude disso, volto ao assunto com novas frases, de estrutura semelhante. «O professor foi veementemente criticado por seu melhor amigo, que vem (venho) a ser eu mesmo.» «O professor foi veementemente criticado por seu melhor amigo, que devo (deve) ser eu mesmo.» «O professor foi veementemente criticado por seu melhor amigo, que continuo (continua) a ser eu mesmo.» «O professor foi veementemente criticado por seu melhor amigo, que passo (passa) a ser eu mesmo.» «O professor foi veementemente criticado por seu melhor amigo, que começo (começa) a ser eu mesmo.» A minha dúvida, em suma, seria a seguinte: se, quando o verbo ser é usado numa estrutura de oração relativa + pronome pessoal, a concordância se faz com esse pronome, o mesmo não deveria ocorrer quando se trata de uma conjugação perifrástica com o mesmo verbo ser? Cumpre dizer que a locução «vir a ser» (motivo de minha pergunta inicial), no Aulete Digital, tem as acepções de «chegar a ser, converter-se em»: «Se levasse a sério o estudo, viria a ser um grande pianista»; e de «ser, tratar-se de»: «Aquela que você criticou vem a ser minha mulher.» Agradeço antecipadamente.
Soneto perfeito
O seguinte poema de Camões pode ser considerado como sendo um soneto perfeito? Como quando do mar tempestuoso o marinheiro, lasso e trabalhado, de um naufrágio cruel já salvo a nado, só o ouvir falar nele o faz medroso, e jura que, em que veja bonançoso o violento mar e sossegado, não entra nele mais, mas vai, forçado pelo muito interesse cobiçoso; assi, Senhora, eu, que da tormenta de vossa vista fujo, por salvar-me, jurando de não mais em outra ver-me: minh'alma, que de vós nunca se ausenta, dá-me por preço ver-vos, faz tornar-me donde fugi tão perto de perder-me. Obrigado pela atenção
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