Longo e comprido
Gostaria de saber se existe alguma regra que determine a utilização dos adjetivos longo ou comprido, visto que para algumas coisas usamos longo e para outras comprido; no entanto, percebo que para casos menos comuns não sei determinar qual dos dois seria mais adequado, ou mesmo se ambos poderiam ser utilizados. Muito obrigada.
Há-de vir / vou
Gostaria que comentassem as duas frases seguintes: 1) «Amanhã vai vir o João». 2) «Amanhã vou ir a Braga». Trata-se, como sabem, de duas frases que uma grande percentagem de gente utiliza. Eu penso que quanto à primeira se deve dizer «amanhã há-de vir o João». Quanto à segunda frase, ela deverá ser dita «amanhã vou a Braga».
A vírgula antes de e:
certo ou errado?
certo ou errado?
Gostava de saber qual o motivo de se proibir a vírgula entre orações coordenadas ligadas por e e que partilhem o mesmo sujeito, quando muitos escritores empregaram e empregam a vírgula nesses casos.
Não só não estamos a usar os textos dos grandes escritores como modelo do que deve ser a norma sintática, como também, e pior, estamos a transformá-los num exemplo do que não se deve fazer.
Uma criança vai à escola, é penalizada por meter vírgula numa frase como: «O João foi brincar para o jardim, e voltou ao entardecer»; para depois ler um livro e verificar que muitos outros não só fazem o mesmo como ainda são elogiados pela sua prosa.
Resultado, começa-se a desacreditar do que se aprende na escola. Idem para enumerações. Idem para os e que são aceites depois do ponto final (no início, portanto, da frase seguinte) e do ponto e vírgula em contextos que não seriam aceites depois da vírgula, apesar de a diferença ser meramente estilística... (Aqui, não se pode fazer, mas nas outras situações já se pode?)
«Março, marçagão...»
Qual o provérbio popular relativo ao mês de Março? «O Março, marçagão, manhã Inverno, à tarde Verão»... (?) Obrigado.
Narratário
Será que me podem explicar o que é narratário? Aprendi em Língua Portuguesa que tinha alguma coisa a ver com leitores (isto nos livros)!
Se sente
Bom dia!
Eu lhes ficaria grato se me pudessem dizer se no português brasileiro podíamos começar a frase com o pronome se. Pois, já escrevia Mário de Andrade, em "Turista Aprendiz": Se sente que o dia vai sair por detrás do mato.
Obrigado.
Minúscula inicial nas designações das fases da Lua
Gostaria que me esclarecessem se as fases da Lua devem ser escritas com maiúsculas iniciais, em especial as compostas pela palavra lua, uma vez que esta, sim, deve ser grafada com maiúscula quando se refere ao satélite natural da Terra.
Obrigada desde já pela ajuda.
«Chover chuviscos» ou «chuviscar»?
«Chover chuviscos» é erro?
O género de ente e o hífen de bem-haja
Não consigo encontrar na bibliografia a solução para duas dúvidas que me colocaram há uns meses, pelo que necessito da vossa ajuda.
1.º — «o seu ente querido/a sua ente querida» — Do jornal local, perguntaram-me se a palavra ente admite uma ocorrência de um especificador feminino tal como a palavra presidente. Nós podemos dizer «o nosso presidente» e «a nossa presidente». Também podemos dizer «o seu ente querido»/«a sua ente querida»?
2.º — «bem-haja»/«bem haja»/«bem hajam» — Encontrei a solução para as formas relativas à estrutura adv. + verbo («bem haja» e «bem hajam»), mas continuo com dúvidas no nome/substantivo. Embora com o novo acordo ortográfico tenha de, obrigatoriamente, perder o hífen e deixe de ser uma palavra composta por justaposição, gostaria que me confirmassem, por favor, se ao tratar-se de um nome e de acordo com as regras da gramática normativa não teria de escrever-se com hífen tal como bem-aventurado.
Obrigada pela atenção.
De novo o plural dos nomes próprios
Tendo lido a vossa explicação acerca do plural dos nomes próprios, não pude deixar de confirmar o que dizem Nunes Figueiredo e Gomes Ferreira no Compêndio de Gramática Portuguesa: «os substantivos próprios têm plural quando se referem a membros da mesma família: os Pachecos, os Fonsecas, os Stuarts; ou quando, em vez de se referirem às pessoas, representam as qualidades que as notabilizaram: os Camões; os Alexandres.» Contudo, na Gramática da Língua Portuguesa de Maria Helena Mira Mateus, que contempla a Nova Terminologia do Português, que há-de entrar em vigor a partir do próximo ano lectivo nas nossas escolas, considera-se o plural dos nomes, mas afirmando-se que «o que tipicamente não podem é manter a sua interpretação de nomes próprios». Aliás, lendo o que se segue, compreende-se a lucidez dos linguistas, mas também se percebe a contradição para dar voz ao uso de que, inevitavelmente, vive a língua. Assim, neste caso, o contraste parece-me mesmo morfológico e não tanto de «interpretação semântica» como na mesma gramática se quer fazer crer. Será assim? Grato pela atenção.
