A água, um alimento
Podemos apropriar-nos do termo alimento para congregar todo o tipo de substâncias comestíveis sólidas e líquidas? Ou seja, até que ponto a correção da língua portuguesa nos permite utilizar a palavra alimento para designar, por exemplo, água? Aquando da clarificação de ambos os conceitos no dicionário online Priberam, apercebi-me de que alimento corresponde àquilo «que serve para conservar a vida aos animais e às plantas» e água ao «líquido natural [...] indispensável para a sobrevivência da maior parte dos seres vivos», pelo que, presumo eu, se poderá afirmar que «a água é um alimento», sem que se incorra em erros de semântica.
Grato desde já pela resposta.
Egipto e Egito, novamente
Sei que não é a primeira vez que esta dúvida é exposta, mas, perante o que li aqui e noutros sítios, gostaria de ver esclarecido o seguinte: Se em Portugal a maioria das pessoas pronuncia "Egipto" (digo a maioria porque tenho perguntado às pessoas com quem me cruzo como pronunciam a palavra), por que razão nos pedem para escrever "Egito"? Tive oportunidade de ter uma cadeira de Introdução à Linguística, matéria que sempre me apaixonou, e não me faz qualquer sentido que seja a escrita a influenciar uma língua, quando é o contrário que tem vindo a acontecer desde que os povos começaram a comunicar. Ainda acreditei que se tratasse de uma má interpretação do Acordo Ortográfico, como acontece frequentemente com a palavra facto ou contacto, mas pelos vistos não é o caso. Não sou purista da língua e concordo com muitas das novas regras. Esta choca-me.
Obrigada pelos vossos esclarecimentos, que são sempre muito úteis, e por continuarem a defender este nosso património.
Mandatório?
Tenho ouvido frequentemente dizer a palavra mandatório no sentido de ser obrigatório, mas o que é facto é que não encontro esta palavra nos dicionários. Parece-me ser mais uma adaptação da palavra inglesa “mandatory”, essa sim com o sentido de obrigatoriedade. Gostaria que me confirmassem ou não este raciocínio.
«Meter-se em camisa-de-onze-varas»
Gostaria de saber a origem da expressão «meter-se em camisa de sete varas».
Obrigada.
Talvez e os modos verbais
Acabo de ler uma frase em que se diz «talvez dois seguiram com os estudos». Não seria mais correto dizer «talvez dois tenham seguido com os estudos»? A pergunta, num sentido mais genérico, prende-se com a questão de saber qual a construção verbal que deve seguir uma hipótese desde género.
Obrigado.
Cosmos e cosmo
Gostaria de saber qual das duas palavras, cosmo ou cosmos, é mais correcta e porquê.
O uso de «a gente» e «as gentes»
«A gente de Melgaço é produtora de vinho verde.»
«As gentes de Melgaço são produtoras de vinho verde.»
São ambos os enunciados correctos? Porquê?
O plural de “blazer”
Sou funcionária pública e preciso fazer um ofício para o presidente deste Tribunal, mencionando o plural da palavra blazer (japona). Como devo me expressar? Existe plural para esta palavra que não é de origem portuguesa?
Eu vi-a / peguei-o
Eu gostaria de perguntar o seguinte: quando os complementos do verbo executam ação, eles podem assumir a forma de pronomes oblíquos? Exemplo: "Eu vi-a sair". O pronome "a" pode executar ação? O certo poderia ser: "Eu vi ela sair"? Qual das opções abaixo seria a correta? "Ele é um ladrão. Peguei-o roubando" ou "Ele é um ladrão. Peguei ele roubando"? Essa é uma dúvida antiga e, apesar de parecer boba, é uma dúvida. Muito obrigado pela atenção. Mande-me resposta se não entendeu a dúvida, que esclarecê-la-ei.
Presente do ind./presente do conj./futuro do conj.
Tenho dúvidas com a diferença entre o presente indicativo e o futuro do conjuntivo, ou, também, entre o presente do conjuntivo e o futuro do conjuntivo: são correctas as frases que a seguir escrevo ou há uma correcta e, se as duas fossem correctas, quando empregarei uma ou outra? – Se és bom rapaz, dou-te este lápis. / Se fores bom rapaz, dar-te-ei este lápis. – Se o nome é masculino, deve empregar-se o artigo "o". / Se o nome for masculino, deve (ou deverá?) empregar-se o artigo "o". – Quando seja necessário, vou (ou irei?) buscar-te. / Quando for necessário, irei (ou vou?) buscar-te.
