O advérbio conetivo porém e as orações coordenadas
Na frase «Ela telefonou à Ana, porém ela não atendeu», posso considerar a segunda oração coordenada adversativa, apesar de porém ser um advérbio conetivo?
Ou como classifico esta oração?
Construção consecutiva: «tanto assim que...»
Na frase, do mesmo texto de Saramago, «Os amigos diziam-lhe que tinha um grande futuro na sua frente, mas ele não deve ter acreditado, tanto assim que decidiu morrer injustamente na flor da idade.», a oração «que decidiu morrer injustamente na flor da idade», para mim, é uma coordenada explicativa (por isso decidiu morrer), mas o facto de começar por «tanto assim», (de tal maneira que) pode ser considerada uma adverbial consecutiva? Neste último caso, qual será a subordinante?
Muito obrigada por me tirarem as minhas dúvidas.
A sequência «... mas também...»
Relativamente à frase «O acesso à Internet traz vantagens, mas também desafios», perguntava se esta locução não exigirá o outro termo em falta («não só... mas também»).
Obrigado.
Particípios latinos e sufixo -nt(e)
A língua portuguesa começou por ser a latina, ou mais especificamente a romana, que os soldados romanos é que conquistaram a Galécia, os outros povos latinos permaneceram grandemente na terra natal, falada pelo povo galaico, cuja língua era uma outra e que teve então que aprender a dos conquistadores. Não a aprenderam impecavelmente porém, inevitavelmente, e tal como alguns termos nativos perduraram, alguns latinos não passaram, ou passaram mas não perduraram.
Desconheço porém como posso determinar a empregabilidade dos étimos latinos na produção portuguesa, atendendo ainda por cima aos latinismos posteriores. Posso obviamente guiar-me pelos dicionários, mas, embora a presença do termo confirme a empregabilidade, a ausência não a descarta pelas limitações necessárias das obras lexicográficas.
Os falantes nativos podem enganar-se logo os achados eventuais dalgum emprego do termo pretendido não garantem a empregabilidade correta. Posso dirigir-me às autoridades linguísticas, no meu caso a Academia de Ciências de Lisboa, mas parece-me uma abordagem pouco prática. Há então alguma maneira mais prática? Exemplifico.
Há vários substantivos ou adjetivos verbais latinos, mas a gramática portuguesa inclui destes só o particípio (passivo) passado e o gerúndio. Logo, nenhuma garantia geral da existência dos outros substantivos ou adjetivos há, mas alguns deles existem, sem o verbo correspondente até. Alguns particípios passados latinos foram transformados além disso nos adjetivos ou substantivos portugueses correspondentes, diferentes dos particípios passados dos verbos portugueses correspondentes. O verbo latino exhaurire, a que me refiro pelo infinitivo, consistentemente com a convenção portuguesa, foi transformado no verbo português exaurir, cujo particípio passado é reconhecido como sendo exaurido, mas o particípio passado latino exhaustum, a que me refiro pelo caso acusativo, de que o termo português descende, foi transformado no adjectivo português «exausto». Que outros casos análogos há?
Posso dizer incluso ou excluso? Quanto aos particípios (ativos) presentes, cujo emprego pretendo tantas vezes mas não faço pelo meu desconhecimento da possibilidade, quais existem? Posso dizer "permitente" ou "definiente"?
Menciono só algumas possibilidades que me ocorreram recentemente mas a dúvida generaliza-se aos casos todos em que o étimo latino existe, ou existiu, e a palavra portuguesa correspondente pode ser «reconstruída progressivamente», se é que me faço entender (a reconstrução linguística é percebida como regressiva geralmente).
Obrigado.
Quantificadores: «grande parte» e toda
Qual é a maneira mais correta de exprimir a ideia de que uma história é em parte, ou talvez até completamente, ridícula? Dizendo: «Grande parte, se não toda, da história é ridícula» ou «Grande parte, se não toda, a história é ridícula»?
Complemento oblíquo e oração subordinada
Na frase «Todos concordaram com o que você fez ontem», como classificar a oração «com o que você fez ontem»?
Julgo que será subordinada substantiva relativa, mas estou com dúvidas.
Modificador do advérbio: «aqui, onde vivo...»
Na frase «Aqui, onde vivo há muitos anos, sou feliz», qual a função sintática da oração subordinada adjetiva relativa explicativa «onde vivo há muitos anos»?
A dúvida é a seguinte: estas orações desempenham a função sintática de modificador apositivo de nome. Porém, aqui é um advérbio.
Então, qual a função sintática?
Obrigada!
Valor possessivo do pronome me
Qual a função sintática do pronome me na seguinte oração?
«O infeliz arrojou-se-me aos pés.»
É correto analisar os pronomes se e me como, respectivamente, parte integrante do verbo e adjunto adnominal (adjunto do nome pés)?
Obrigado pela atenção!
A palavra brasiliano(a)
Quero saber se a palavra brasiliano(a) já fez ou ainda faz parte do idioma português padrão, se é um arcaísmo ou se é um decalque do inglês Brazilian.
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Os diminutivos e a redução vocálica em Portugal
Na formação do diminutivos das palavras bolo>bolinho, porta>portinha, escola>escolinha - onde é que se dá o processo da redução vocálica?
Em todos ou apenas em algum deles?
Caso não seja em todos, por que razão é que acontece?
Obrigada.
