Possessivo com nomes coordenados: «o meu tempo e dinheiro»
Creio ter aprendido numa aula de Português que, caso se faça uma enumeração após um determinante possessivo, este deverá surgir no plural.
Assim, será mais adequado escrever «os meus tempo e dinheiro» do que «o meu tempo e o meu dinheiro». Isto confirma-se?
Isto parece colocar um problema caso a enumeração tenha substantivos de géneros diferentes, provocando discordância em género. Será alguma das formas seguintes possível?
«Os meus disponibilidade e interesse», ou «as minhas disponibilidade e interesse»?
Obrigado.
P.S. Aproveito para perguntar se as vírgulas estão bem aplicadas na primeira frase.
Modalidades epistémica e deôntica: «Podemos contactar com vários animais»
Surgiu-me a dúvida acerca da modalidade e respetivo valor concretizados no seguinte enunciado: «Podemos contactar com várias espécies de animais no parque.»
Parece-me ser a modalidade epistémica com valor de certeza. Podem elucidar-me, por favor?
Obrigada.
A expressão «ala, arriba» ou ala-arriba
De acordo com a Wikipédia, a expressão "ala-arriba!" é própria da comunidade piscatória da Póvoa de Varzim.
Gostaria de saber se esta informação está correta e se, em todo o caso, tem também aplicação linguística fora desse contexto geográfico.
Muito obrigado.
Orações adjetivas e orações adverbiais
Em um período simples, posso transformar um adjetivo (adjunto adnominal) em uma oração subordinada adjetiva, por exemplo: «o menino alto chegou» – «o menino que é alto chegou»?
Da mesma forma, vocês podem me mostrar, através de exemplos, como transformar advérbios em orações subordinadas adverbiais?
Obrigado!
A grafia de coleóptilo
Adquiri a edição do conto para crianças de José Saramago, A Maior Flor do Mundo, numa edição da Porto Editora. Considerei uma brilhante ideia as «sugestões» finais e, quando cheguei a "Palavras raras", fiquei surpreendido com a palavra "colióptilo", que desconhecia.
Atirei-me a todos dicionários da língua portuguesa que tenho e não encontrei a palavra, julgando mesmo que se trata de um erro de português, sendo a palavra correta coleóptilo, «camada protetora dos rebentos emergentes de monocotiledóneas como as gramíneas» (Wikipédia), ou, como se informa no Dicionário Houaiss, «primeira folha do embrião das plantas monocotiledóneas».
[Qual a grafia correta?]
Coloco a questão ao Ciberdúvidas.
Preposições: «para eleger» e «por eleger»
«Candidatos por eleger: 3» e «Candidatos para eleger: 3» têm o mesmo significado?
Ou seja, «Candidatos que serão/hão de ser (ou: devem/podem ser) eleitos: 3»?
Parece-me que as preposições por e para dentro de uma estrutura de SUBSTANTIVO + (POR/PARA) + INFINITIVO assume uma forma passiva do verbo, podendo ser antecedida ou não de um verbo modal.
Como não tenho certeza disso, trago tal raciocínio a vocês, pedindo-lhes o seu esclarecimento. Há um trecho duma música do Pe. Zezinho com semelhante estrutura:
1. «… Tarefa escolar para cumprir…» = … Tarefa escolar que deve ser cumprida…
Até mesmo Napoleão Mendes (que para mim não foi muito claro) traz alguns exemplos no seu dicionário:
2. «Casos para/por esclarecer» = Casos que serão/hão de ser esclarecidos
3. «Livros para/por consultar» = Livros que podem ser consultados.
Antecipadamente muito obrigado.
A tradução do espanhol uno em português
Espanhol – «Uno tiene que pensar bien antes de hacerlo.»
Inglês – «One has to think well before doing it.»
A tradução de uno/one poderia ser diretamente um («"Um" tem que pensar bem antes de fazê-lo") ou deveria utilizar-se a expressão «a pessoa» («A pessoa tem que...»).
Muito obrigado!!
Modificador do nome: «um doente de cardiologia»
Na frase «O Lourenço é um doente com sida», qual a função sintática de «com sida»?
Na frase «O Lourenço é um doente de cardiologia», qual a função sintática de «de cardiologia»?
Objeto direto oracional e predicativo do objeto
Na frase «A paciência torna mais leve o que não é possível remediar», temos o objeto direto do verbo tornar na forma oracional («o que não é possível remediar») e o predicativo do objeto («mais leve»).
Dentro da oração subordinada substantiva objetiva direta há uma oração subordinada adjetiva restritiva, com o pronome relativo que, retomando o demonstrativo o, que, por sua vez, é qualificado pela oração restritiva («aquilo que não é possível remediar»).
Já na estrutura interna da oração adjetiva restritiva («que não é possível remediar»), há uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo («remediar» exercendo a função de sujeito oracional)?
O pronome relativo que retoma o pronome demonstrativo o, mas exerce qual função: a de sujeito do verbo é («que não é possível») ou a de complemento verbal de remediar («não é possível remediar isso» = «que»)?
Muito obrigado a quem puder ajudar nas dúvidas! Amo minhas descobertas nesse site!
Vírgulas e deslocação de complementos verbais
Por gentileza, poderia me informar se, quando a ordem está invertida, entre verbos e seus complementos, é preciso virgular?
Ex.: «De maçã, eu não gosto.»
