DÚVIDAS

«Vir de» com infinitivo
Lendo o livro de Jó, capítulo primeiro, versículo 7, na Bíblia de João Ferreira de Almeida, eis que me deparo com a seguinte construção, a meu ver, pelo menos, atípica utilizando a preposição de em associação com o verbo vir (pelo menos com verbo no infinitivo): «[...] E o Senhor disse a Satanás: "Donde vens?" E Satanás respondeu ao Senhor, e disse: "De rodear a terra, e passear por ela." [...]» O meu questionamento é quanto à classificação da oração infinitiva introduzida pela preposição de, porque, a meu ver, esta oração expressa uma circunstância de lugar, como por exemplo equivalendo ao uso do substantivo roda ou da vigília do mundo . E, assim do ponto de vista sintático, esse substantivo em conjunto com a preposição formaria um adjunto adverbial expressando circunstâncias de lugar, o que me leva a deduzir que a referida oração infinitiva poderia ser classificada como adverbial de lugar. Estou errado? Existe uma outra explicação para o fato? Obrigado.
A construção «estar de» + nome (vestuário)
Eu fui criticado por uma expressão que julgo estar certa e, na realidade, as pessoas que me rodeiam também a dizem. Acontece que há pessoas que dizem que é errado, na internet. Trata-se da expressão «estar de». Bem sei que é usada para no referirmos a um estado provisório, não habitual, como «estou de baixa», «estou de férias» ou «estou de trombas», certo? Acontece que a mesma expressão, no meio em que estou inserido, ou seja em Lisboa, e pensando eu que seria no país todo, o que até pode ser que seja o caso, também se usa a expressão «estar de» em relação ao vestuário. Por exemplo: «Eu hoje estou de ténis»; «ele está de calções e de T-shirt». Penso que já perceberam a ideia? Conhecem esta expressão também? Ela é estranha? Existe alguma agramaticalidade contida na mesma? Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa