DÚVIDAS

A classe de palavras de tampouco
Consultei vários dicionários e todos colocam o termo tampouco exclusivamente como advérbio («também não»). Porém, não aceito muito bem a "exclusividade", pois o termo possui um significado parecido com nem e, em muitas vezes, fica no meio de orações coordenadas (posição preferencial das conjunções) Ex.: «Ele não trabalha tampouco estuda.»(G1) «Não gosto da Maria, tampouco da Joana.» (Ciberdúvidas) Eu consigo reescrever perfeitamente as frases com o nem: «Ele não trabalha nem estuda». Pergunto aos Senhores, pois a minha visão faz um pouco de sentido (eu acho); mas posso estar equivocado, porque não consegui achar uma visão igual a minha, exceto a visão do professor Sérgio Nogueira: «A palavra tampouco é uma conjunção aditiva. É sinônimo de nem.» Podem me ajudar? Se quiserem, os Senhores poderão mandar apenas referências para eu ler. Desde já, agradeço-lhes a enorme atenção.
Mesóclise e língua materna
Desejava saber se determinadas construções que têm baixa ocorrência na língua do povo, como, por exemplo, a mesóclise, continuam a fazer parte da língua materna desse mesmo povo. [...] Precisava de uma bibliografia, no caso de haver linguistas que se contraponham à opinião de David Crystal presente no seu dicionário A Dictionary of Linguistics and Phonetics quanto à língua materna. A meu ver, é uma loucura considerar-se como língua materna o repertório de usos e construções de uma criança de 5/6 anos.   Muito obrigado! 
O uso pronominal do verbo orientar
«Ele é o viajante que se orienta pelas estrelas.» Nessa frase há a voz passiva sintética? A expressão «pelas estrelas» é o agente da passiva em uma voz passiva sintética? Na passiva sintética é correto usar o sujeito paciente antes do verbo como na frase acima (o viajante que se orienta) e nestas frases? «Apartamentos se alugam.» «Um erro se cometeu.» «Casas se vendem.» «Uma recompensa se ofereceu.»
Modificador do nome apositivo: «Entusiasmada, a professora sorriu»
1. Entusiasmada, a professora sorriu. 2. A professora, entusiasmada, sorriu. 3. A professora sorriu entusiasmada. Nas três frases, pode considerar-se que o adjetivo tem um valor adverbial e que desempenha a função sintática de modificador do grupo verbal em todas as ocorrências (grupo móvel)? Considerando a possibilidade de, nas frases 1 e 2, ser um modificador do nome apositivo, esta função sintática pode ser constituída por um grupo adjetival (considerando a informação do Dicionário Terminológico, onde se lê que, tipicamente, são grupos nominais ou orações)?! Ou é obrigatório subentender-se uma oração subordinada adjetiva relativa explicativa («que estava entusiasmada»)?! Neste caso, só na frase 2 isso seria possível... Grata desde já pelos vossos esclarecimentos.
A expressão «profissionais educativos»
Podemos dizer "profissionais educativos" quando nos referirmos ao grupo de pessoas implicadas profissionalmente na área da educação (professores, educadores, técnicos dos centros educativos)? Soa-me muito estranho porque creio que o adjetivo "educativo" não deve servir para caracterizar o profissional que trabalha na área, mas sim o campo em que atua (da educação). Porém, gostaria de confirmar... Obrigada, desde já, por esclarecerem.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa