DÚVIDAS

O qual interrogativo no Brasil e em Portugal
«Em que país moram vocês?» «De que fruta será que gostam mais?» «Por que motivo?» Essas são frases interrogativas muito naturais na língua portuguesa. Mas vejo aqui no Brasil o que sendo trocado por qual, mesmo quando não há propriamente ideia optativa, assim: «Em qual país moram vocês?» «De qual fruta será que gostam mais?» «Por qual motivo?» Está correto o uso de qual nessas frases? Usa-se em Portugal?
O sufixo tele- antes do Acordo Ortográfico de1990
A minha questão tem a ver com a utilização do hífen na grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990, ou seja, com as regras aplicáveis na vigência do acordo de 1945, ou decorrentes do mesmo ou porque já existiam anteriormente. Sei que o prefixo semi, escrito com esta grafia só era precedido de hífen se as palavras principiais começassem por h, i, r ou s. E quanto ao prefixo tele? Com o acordo de 1990, nos últimos dois casos não existe hífen, e o r e o s são dobrados. Mas como era anteriormente? Aplicam-se as regras do prefixo semi? Um texto que não segue o acordo deve escrever, por exemplo "tele-radiestesia" e "tele-receptor"? Já encontrei vários artigos vossos, mas todos eles se centravam na perspectiva do acordo de 1990.  Obrigado.
Veículo ligeiro, de novo
Li a resposta de T.A. a Brigitta Marké, em 26.5.98. Fiquei confuso com a indicação de que "Veículo tem acento no «í», para evitar a formação de ditongo com a vogal anterior." Sempre pensei que o «í», nesta palavra, era acentuado por se tratar de palavra esdrúxula. As vogais «i» e «u» acentuam-se, penso: em palavras graves sempre que precedidas de vogal com que não formem ditongo; em palavras agudas na mesma situação, precedidas ou não de «s». E a forma verbal "veiculo"? Também aqui o «i» não forma ditongo com a vogal anterior. E não é acentuado pois se trata de palavra grave.
«Medicamento efe(c)tivamente eficaz»
«Eficácia de medicamentos» é uma expressão muito usada na linguagem médica e farmacêutica. Creio não haver dúvidas sobre o seu significado. Todavia, tenho visto repetidamente o uso de expressões como «medicamento efetivo», «terapêutica efetiva», ou «efetividade de medicamentos» em artigos científicos, congressos e aulas de mestrados. As traduções desatentas do inglês, de effective para efetivo (em vez de eficaz), effectivity para efetividade (em vez de eficácia) são atrozes, sobretudo quando produzidas e espalhadas por professores universitários ou médicos, com responsabilidade na formação de profissionais de saúde. Gostaria de esclarecer se esta falta de exactidão já entrou no nosso vocabulário, ou se deverei eu tomar algum anti-histamínico eficaz para, efetivamente, me tirar a alergia de cada vez que eu me deparo com esta situação.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa