Pícaro, novelas lupanárias
Vi escrito, num texto sobre o pícaro, novelas lupanárias. Podem explicar-me o que significa? Obrigado.
Uma vírgula num apólogo de Machado de Assis
Estou intrigado com o seguinte uso da vírgula após o pronome relativa que usado na narrativa "Um apólogo" de autoria de Machado de Assis:
«Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:...»
Afinal, por que mesmo usar a vírgulas após esse pronome que, se a oração «disse a um novelo de linha» é adjetiva restritiva?
Por gentileza, poderiam me esclarecer o motivo de usar a vírgula neste caso?
Desde já, agradeço o apoio de sempre.
N. E. – Um apólogo é uma «narrativa em prosa ou verso, geralmente dialogada, que encerra uma lição moral, e em que figuram seres inanimados, imaginariamente dotados de palavra» (Dicionário Houaiss).
Coordenação na frase «chove que chove»
Gostaria de saber como se classifica a oração, isto é, como se divide a oração «Chove que chove».Obrigada.
A grafia do advérbio alacremente
No romance de Aquilino Ribeiro A Via Sinuosa, edição da Livraria Bertrand de 1960, surgiu-me a palavra "àlacremente", com esta grafia; a minha dúvida é se é esta a forma correcta de formar o advérbio de modo. Esta palavra não aparece no dicionário da Priberam.
Obrigado.
Ilogismos
Ao contrário do caso do ressuscitar do pobre electrocutado [Pelourinho, 3/11/06] , foi a morte de alguém que foi algo miraculosa...:
Aqui há anos, a TSF abriu vários noticiários seguidos com a notícia «O primeiro-ministro israelita Yitzhak Rabin foi vítima de uma tentativa de atentado». Já só assim soava mal, mas soube-se umas horas depois que o dito político falecera mesmo! Pareceu-me espantoso alguém "tentar atentar"(!), e conseguir que, com isso, outrem morra!
Também miraculoso, mas mais de como é possível ascender-se a jornalista de órgãos mediáticos "de ponta" sem se ter de preocupar com a língua, é um par de asneiras já muito repetidas, e que também pedia a gentileza de que comentassem.
Nunca as ouvi ocorrerem juntas, mas coloco-as na mesma frase pois, além de mais cómico, nada nos livra de tal coincidência, por este andar... «Um grupo de terroristas, armados com três armas e duas facas, causou 10 vítimas e um ferido.»
Que acham de todos estes milagres?
Obrigada.
Benemerim, Corcim e Prazentim
Deparei-me, num livro sobre D. Pedro I duma sequência de biografias dos nossos reis que está a ser publicada por um jornal, com as três palavras no título, e não as consigo encontrar nos dicionários que tenho disponíveis. Será que me podiam esclarecer quanto ao seu significado? Obrigado.
Procedimental, novamente
O uso do termo procedimental(ais) é correcto?
Não + pronome o: «Não no pode estorvar» (Camões)
Algumas ocorrências que encontrei de pronomes oblíquos átonos arcaicos:
«Que estais no céu, santificado... Não no disse eu, menina? Seja o vosso nome…» (Almeida Garrett)
«Ele ou é trova, ou latim muito enrevezado, que eu não no entendo.» (Almeida Garrett)
«Via estar todo o Céu determinado / De fazer de Lisboa nova Roma; / Não no pode estorvar, que destinado / Está doutro Poder que tudo doma.» (Camões)
«O favor com que mais se acende o engenho / Não no dá a pátria, não, que está metida…» (Camões)
«Ora sabei, padre Fr. João, que eu bem no supunha, bem no esperava; mas parecia-me impossível, sempre me parecia impossível que viesse a acontecer.» (Eça de Queirós)
«A culpa de se malograrem estes sublimes intentos quem na tem é a sociedade…» (Camilo Castelo Branco)
«Parentes, amigos, nem visitas nenhumas parecia não nas ter.» (Almeida Garrett)
Há alguma explicação para o uso da consoante n antes dos oblíquos átonos?
Muito obrigado!
A palavra alófono
Existe em português a palavra alófono?
Muito agradecida.
A regência de dependurar
Sempre me pareceu que devemos escrever «dependurar em», mas tenho visto, nomeadamente em textos poéticos, a forma «dependurar de». Está correta? A minha impressão está errada?
Obrigado, desde já.
