DÚVIDAS

As acepções da palavra rebanho
Num e-mail em que eu queria pedir para me deixarem ter opinião, escrevi a seguinte frase: «6 - ... mas essa é a minha opinião. Ora aqui está algo em que concordamos, é só a minha opinião ao não concordar com a primeira versão da carta e esteja à vontade quem entender responder à CAP de forma diferente da minha, entendo que não temos que funcionar como "rebanho" e andar sempre atrás do "pastor".» Tem razão em se sentir ofendido quem recebeu o meu e-mail?
Uso da 2.ª pessoa do plural, novamente
Lamento, mas não é convincente a resposta de A. Caffé – que veio em socorro de João Carreira Bom – à minha consulta sob o título "Uso da 2.ª pessoa do plural, mais uma vez". Diz ele: "...o emprego da segunda pessoa do plural, na linguagem corrente do Brasil, afecta a identificação da pessoa que fala, ou seja, cria uma barreira entre o falante e o ouvinte ao indicar um domínio dos instrumentos de comunicação que o ouvinte não tem, por não o utilizar no seu cotidiano." Concordo em que o uso da segunda pessoa do plural, no Brasil, "afeta a identificação da pessoa que fala", mas jamais posso supor que afeta a compreensão da pessoa que ouve. Pois foi isto que João Carreira Bom afirmou, ressalvando que este fenômeno existe no Brasil, não em Portugal. Por outro lado, espero que A. Caffé não esteja insinuando que a generalidade dos ouvintes no Brasil não dominam um certo "instrumento de comunicação", no caso, o uso da segunda pessoa do plural. Há os que não o dominam (uma criança de 3 anos, por exemplo), e há os que o dominam (uma criança em fase escolar, aprendendo a conjugar os verbos). Obrigado.
Unificação da língua
Tinha entendido que os países de língua portuguesa haviam unificado sua grafia. Contudo, ao ler "Rodrigues, O Intérprete", de Michael Cooper, com tradução de Tadeu Soares, Quetzal Editores, Portugal, 1994, ainda encontrei várias discrepâncias da maneira como se escreve aqui no Brasil. Por exemplo: facto, exactidão, actividades, protecção, efectivo, acção, projecto, espectaculares, leccionou, correcta, acto....etc., o uso de um "c" que não mais usamos aqui no Brasil. Ou, outro exemplo, o uso do "p" em baptizado, baptismo, optimismo,...etc. E a grafia de "dezassete" e"dezanove" em vez de dezessete e dezenove. O que é correto?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa