Rui
Gostava que me fosse referida a origem etimológica do nome RUI.
Emprego de «o» e de «lhe»
Sou um amante da língua portuguesa, mas, de vez em quando, dou comigo mesmo em dificuldades, querendo usar o o(a) e o lhe, para me referir às pessoa e coisas. Gostaria que me elucidasem com exemplos e me dissessem se a natureza dos verbos tem alguma preponderância nessas situações.
O conjuntivo na oração relativa «uma pessoa com quem possas partilhar o tempo»
Gostava de saber se a construção «Um bom amigo deve ser uma pessoa com que puderes partilhar o tempo e passá-lo bem» é correta e se poderia ser igualmente válida com presente de conjuntivo («com a que possas partilhar o tempo»)
E qual seria a explicação da razão de usar uma ou outra?
Obrigadíssima e parabéns pelo trabalho.
«Mandar buscar» e «mandar construir» na voz passiva
Com vista à corroboração da conformidade de frases passivas que integrem o verbo mandar com a norma-padrão, proponho a análise sintática de um período de um romance coetâneo, As Viúvas de Dom Rufia, de Carlos de Campaniço: «Uma cadeira foi mandada buscar para a prima Joaquina, (...)».
Por norma, quase todos os verbos transitivos diretos permitem uma formulação ativa e passiva. Contudo, estou em crer que, a despeito da elaboração romanesca, estejamos, provavelmente, perante uma inapropriada identificação, ensaiada pelo narrador, do complemento direto, como se este correspondesse a «cadeira», no lugar de uma oração subordinada substantiva completiva não finita, conforme pode ser ilustrado por uma construção ativa da mesma frase «Ela mandou ir buscar uma cadeira», em que «ir buscar uma cadeira» desempenha a função sintática de complemento direto, podendo ser substituído por isso ou, eventualmente, permutada por uma conjunção subordinativa completiva, procedendo-se, então, às alterações necessárias. Não obstante, não tenho a certeza de que estas cogitações da minha parte sejam completamente consentâneas, pelo que peço o vosso parecer.
Obrigado.
Em preto e branco, etc.
Diz-se «em preto e branco», em "technicolor", etc. Não seria mais o caso, então, de dizer «em cores»?
«Teve-a breve e misteriosa»
Na frase «Teve vida breve e misteriosa o maior artista de sempre da Roma barroca», qual a função sintática de «breve e misteriosa»?
O constituinte responde ao teste «Teve-a breve e misteriosa», parecendo um predicativo do complemento direto.
Será esta a análise correta? Ou a análise que considera «vida breve e misteriosa» como complemento direto e «breve e misteriosa» como modificador do nome restritivo é que está correta?
Muito obrigada pela vossa ajuda.
Uso da palavra dístico
Pode o termo dístico ser sinônimo do termo inscrição, e podem ambos se referir a uma só palavra?
Ex.: «"Abnegação" era o dístico que encimava o portal.»
Obrigado.
No máximo, melhor que «no limite»
O Sr. Ministro João Cravinho acaba de anunciar na televisão que 'o Governo porá, por hipótese, no limite, 10 milhões de contos' já não sei onde. Sou eu que já não sei português, ou trata-se de mais uma bacorada (ministerial, certamente), daquelas que se dizem para mostrar que falo tantas línguas, estive tanto tempo no estrangeiro, que até já faço erros de português? E ainda há quem se ria dos que vão de vacanças!
Cauteleiro
Olá! Estou participando de uma gincana e ficaria muito grata se vocês puderem me responder: como se diz vendedor de bilhetes de loteria em Portugal?
Aspetos habitual e iterativo (II)
O segmento «agora estão ariscas, escapam-se por entre as mãos» veicula um valor iterativo ou habitual? Porquê?
Neste âmbito, surgiu-me outra questão. Li que os valores iterativo e habitual se podem conjugar. Podem-me explicar quando tal situação acontece?
Obrigado pelo vosso apoio!
