DÚVIDAS

Três termos da genética e da bioinformática
Gostaria de saber como traduzir para português os seguintes termos de genética/bioinformática[*]: – reads. Exemplo: «In next-generation sequencing, a read refers to the DNA sequence from one fragment (a small section of DNA)» (Genomics Education Programme). – contigs. Exemplo: «A contig (as related to genomic studies; derived from the word “contiguous”) is a set of DNA segments or sequences that overlap in a way that provides a contiguous representation of a genomic region» (ibidem); – assembly. Por exemplo: «In bioinformatics, sequence assembly refers to aligning and merging fragments from a longer DNA sequence in order to reconstruct the original sequence» (retirado de "Sequence assembly", Wikipedia). Desde já muito obrigado pela vossa ajuda.   [* N. E. – Traduções livres, pela mesma ordem: «Na sequnciação da geração seguinte, uma leitura refere-se à sequência de ADN proveniente de um fragmento (uma pequena porção de ADN)»; «Um contig (relacionado com estudos genómicos e formado da palavra contíguo) é um conjunto de segmentos ou sequências de ADN que se sobrepõem de tal maneira que permitem fazer uma representação contígua de uma região genómica»; «Em bioinformática, o termo «alinhamento de sequências refere-se ao alinhamento e à combinação de fragmentos a partir de uma sequência de ADN mais longa de modo a reconstruir a sequência original».]
Esto?
Estou a transcrever um texto do século XVII (1621), um arrendamento de um moinho de água salgada (moinho de maré) por 3 anos. O rendeiro tem de pagar um foro ao senhorio (19 alqueires de trigo) sendo o pagamento feito quinzenalmente, contando "em cada um dos ditos 3 anos 24 *estos* cumpridos e acabados". Mais adiante escreve-se "na qual quantia se vão montar os ditos 19 alqueires de pão cada *esto* de 15 dias". A mesma palavra aparece noutro arrendamento de moinho, no mesmo contexto, mas em outro tabelião e em 1646, aparentemente com o significado de *mês*: "pagar de renda do dito moinho 13 alqueires de trigo da terra cada *esto*, os quais ele será obrigado a lhe pagar aos meses". É a primeira vez que encontro este termo e embora tenha quase certeza de ter a leitura correcta, pode ser uma corruptela de outra palavra. Alguma sugestão?
Abertura (12.08.1997)
Os políticos e a língua   O escritor brasileiro Fernando Sabino, em "Eloquência Singular", a partir de hoje na nossa Antologia, frui a dificuldade com que os políticos se exprimem em português. Reconheçamos: o português, como qualquer língua, é complicado. Veja-se, por exemplo, nas Controvérsias, os problemas que se levantam perante a utilização do género feminino - no caso, «senhora presidente» ou «senhora presidenta». Por isso, os políticos deveriam assegurar a aprendizagem da Língua Portuguesa por todos e em todos os meios. Mas não asseguram. Leia-se, por exemplo, no Correio: perguntam-nos se existe na Internet um curso que ensine português a estrangeiros. Respondemos que não há. Agora, no entanto, um correspondente informa-nos de uma possibilidade. Alguma iniciativa do Instituto de Camões? Ou de qualquer outra instituição dos países de língua portuguesa? Nada disso. O nome fala por si: The Rosette Stone Linguage Library. É aí que os estrangeiros podem aprender português na Internet!   Lisboa, 8 de Agosto de 1997
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa