DÚVIDAS

O neologismo bilhética
Notícia do jornal “O Primeiro de Janeiro” de 20/10/2006: «Nova bilhética na STCP No dia 1 de Janeiro do próximo ano toda a rede da STCP estará equipada com o sistema intermodal. A partir de hoje arranca uma fase de transição que permitirá aos clientes aderir à nova bilhética sem contacto. O passe e as senhas tradicionais vão acabar.» Gostaria de saber se a palavra “bilhética” existe, dado que a procurei em vários dicionários e não a encontrei.
O uso da preposição de na terminologia geológica
A definição e caracterização das diversas unidades estratigráficas (Grupo, Formação, Membro, Camada e Escoada) é feita segundo procedimentos expressos no International Stratigraphic Guide (I.S.G.) da International Commission on Stratigraphy (UNESCO/IUGS – International Union of Geological Sciences). No caso da escolha da designação das unidades estratigráficas, é escolhido da carta topográfica sobre a qual estão a ser implantados os levantamentos geológicos, de preferência um topónimo do local onde essa unidade é caracterizada. Exemplo: «Formação Marão» (Ordovícico Inferior); «Formação Bateiras» (Câmbrico Inferior). Acontece que há quem defenda que deve ser «Formação de Marão», «Formação de Bateiras». A crítica de quem usa a preposição é que estamos a ser influenciados pela linguagem anglo-saxónica. Mas acontece que os espanhóis também não usam a preposição de (exemplos: Formación Culebra, Formación Manzanal del Barco, etc.). Os brasileiros também não usam. Quem tem razão? Pessoalmente, “soa mal” o uso do de nestes casos de nomenclatura geológica. Agradeço a vossa atenção.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa