DÚVIDAS

Petrobrás, de novo
Queria fazer uma pequena correção à vossa resposta sobre o acrônimo Petrobrás. É assim que se escreve, só com maiúscula na primeira letra (o "P") e não como D'Silvas Filho grafou. A companhia estatal brasileira chama-se Petróleos do Brasil. Logo... P.S. – De resto, há uma regra consagrada (pelo menos aqui no Brasil) que manda grafar em maiúscula apenas a primeira letra das siglas ou acrônimos com quatro letras ou mais. Por razões estéticas, é claro.
Coocorrência do se indeterminado e do se passivo numa mesma frase
Acabo de ler: «Não se pode ter muitos amigos e mesmo os poucos amigos que se têm não se podem ter como nos apetecia.» Ao ler o «se têm», achei logo que deveria ser «se tem» (impessoal»). No entanto, ao ler o resto da frase («não se podem ter...»), hesitei na minha correção. Afinal, nestes casos, é melhor, pior ou indiferente escrever «se tem» em vez de «se têm»?
Adaptação, reconstituição, etc.
Gostaria que me dissesse a que conceitos literários correspondem estes termos: «adaptação», «reconstituição», «recriação», «reescrita» e «versão». Estes termos são aplicados às chamadas adaptações dos clássicos da literatura para crianças, como por exemplo às adaptações d'"Os Lusíadas" para as crianças. Gostaria ainda que me indicassem um bom dicionário de termos literários.
A pronúncia de Gobi e de Bali
Aprendi a pronunciar estas palavras com a acentuação no -i final, mas parece que há uma tendência para se ouvir "Góbi", "Báli", porventura sob influência da pronúncia inglesa. O facto é que se diz javali, comi, entre outros vocábulos agudos terminados em -i. Também me espanta a pronúncia actual de "biquíni" (que já aparece escrito desta maneira), pois quase que jurava que há dez, vinte anos toda a gente dizia e escrevia biquini, com acentuação na última sílaba.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa