DÚVIDAS

Ainda sobre uso da forma de tratamento colendo
Li, recentemente, uma resposta de um colaborador v/, o Prof. Doutor Rui Pinto Duarte, a propósito do (não) uso do adjetivo colendo como forma de tratamento de juízes de tribunais superiores em Portugal (em comentário, de certo modo, contrariado pelo do Dr. Miguel Faria de Bastos). Permito-me, todavia, chamar a atenção para o facto de o adjetivo em questão, num nível de linguagem erudito, não ser desconhecido, nem mesmo, como é referido na resposta do v/ ilustre colaborador, em peças processuais (cf., por exemplo aqui e  aqui) da Justiça dos III, VI, IX e X Governos pós-1974) intitulado "O contrato de transporte marítimo.O seu espaço próprio em confronto com o dos contratos de venda e de abertura de crédito documentário", inserto nos Estudos sobre o novo Direito marítimo. Realidades internacionais e situação portuguesa, Coimbra Ed., Coimbra, 1999, p. 156: «O colendo Supremo Tribunal não captou a essência do problema - que, diga-se por amor à verdade, as partes não terão equacionado com límpida nitidez». Na comunicação social surge também o adjetivo por referência a expressões usadas em ambiente judiciário: Diário de Notícias, 14.6.2017.
O uso das maiúsculas
Vão ser instalados na zona oriental de Lisboa a Presidência do Conselho de Ministros, o Ministério da Cultura, um instituto de pesquisa oceanográfica e uma orquestra. No texto acima mencionado, existem instituições que já são nossas conhecidas e que são "palpáveis" por assim dizer. No entanto "um instituto de pesquisa oceanográfica e uma orquestra", é algo que ainda não existe no plano concreto. A minha dúvida é: devem ou não escrever-se com maiúsculas. Grata pela atenção
Narrema(s)
Li a palavra narrema num texto publicado num jornal, mas não a encontrei no Dicionário Houaiss. A palavra existe? O que quer dizer? P.S. - Eis a frase, retirada de um texto sobre a escritora Virginia Woolf: «(...) Ao chamar a atenção para a idiossincrasia, as raízes, e o reconhecimento da integração de narremas de Mrs. Dalloway, a homenagem ao método da escritora em The Hours tem em si a tematização do carácter positivo da influência, explorando a relação de estratégias vanguardistas com a ideia da crise do romance e o progressivo deslocar do centro de interesse da trama para o processo de contar.»
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa