Advérbio locativo e pronome pessoal átono
Peço, por favor, que me esclareçam a seguinte dúvida.
Por que razão, na frase «Desde os Romanos aos Mouros, aqui se encontram diferenças, se debatem ideias, se cria», o pronome pessoal se surge antes do verbo?
Transcrevo, de seguida, o texto completo de onde a frase acima foi retirada:
«Quem és tu, Coimbra? Coimbra, a cidade do conhecimento! Na verdade, desde há séculos que a cidade é um ponto de encontro entre culturas. Desde os Romanos aos Mouros, aqui se encontram diferenças, se debatem ideias, se cria. Depois de tornada cidade universitária – a única em Portugal durante 400 anos – foi também lugar de polémicas e de paixões. O seu Fado, triste e melancólico, fala desta cidade como porto de encontros e de partidas. E o rio Mondego traz à cidade a água profunda que vem da Serra da Estrela e atravessa a cidade até chegar ao mar na Figueira da Foz.»
Agradeço, antecipadamente, a vossa disponibilidade.
O verbo arrastar
Na frase «As pessoas arrastam-se», arrastar é transitivo?
Classificação de «os homens estão se abrindo para novos temas»
Na oração «O mais importante é o fato de que os homens estão se abrindo para novos temas», como se classifica a oração «de que os homens estão se abrindo para novos temas»?
Novamente sobre a pronúncia de olfacto em português europeu
Fiquei confusa quanto à vossa resposta acerca da pronúncia da palavra olfacto.
No dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, na página 2658 (2.º volume), edição de 2001 da Editorial Verbo, aparece olfacto com pronúncia do c. Em que ficamos?
Porto-sistémica
Existe um termo médico de nome porto-sistémica (por ex. encefalopatia) que resulta da junção de palavra derivada de portal (circulação) e sistémica (circulação).Deverá ter hífen?
Regras Portuguesas de Catalogação
Antes da pergunta propriamente dita, devo informar de que me estou a referir, no título desta pergunta, à Biblioteca Nacional, em Lisboa, pertencente ao Ministério da Cultura, editora da obra de referência «Regras Portuguesas de Catalogação» (RPC).
Passemos á pergunta. Participei (e concluí, com aproveitamento), num curso de preparação de Técnicos-Adjuntos de Biblioteca e Documentação, ministrado pela BAD (Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas), de Lisboa, no ano de 1998. Entre muitas outras coisas, foi-nos ensinado a fazer a catalogação de monografias (livros), periódicos (jornais e revistas), material não-livro [todos os suportes de informação e audiovisuais, que não são feitos exclusivamente em papel (exemplos: CD's, cassetes áudio, cassetes vídeo, discos em vinílio de 33 RPM e 45 RPM, diapositivos, etc.)], e ainda a catalogação automatizada, em formato UNIMARC.
Ao aprender a fazer a catalogação de monografias, surgiu uma dúvida. As RPC's dizem expressamente que na catalogação de uma monografia deve ser citado o título da obra em questão, tal qual como vem impresso na obra que se tem em mãos, para catalogação. Surgiu uma dúvida quando estavamos a catalogar uma obra vinda do Brasil, escrita em português do Brasil. O título da obra era qualquer coisa que incluia a palavra «lingüistica» (assim mesmo, com o sinal de acentuação conhecido como «trema»). Como se sabe, pela Convenção Ortográfica Luso-Brasileira, de 8 de Dezembro de 1945 (Portugal - Decreto Governamental nº 35228), o português de Portugal deixou de usar o sinal «trema», enquanto no português do Brasil subsiste ainda uma lista de palavras que utilizam o sinal «trema». Deve-se catalogar o português do Brasil, tal como vem escrito, nas obras provenientes do Brasil, ou deve-se fazer a sua conversão para o português de Portugal, de modo a evitar situações que aqui em Portugal são consideradas erros linguísticos? A mesma situação aplica-se, embora de uma forma ligeiramente diferente, em relação à palavra «humidade». Em Portugal escreve-se «humidade», com «h», no Brasil escreve-se «umidade», sem «h». Gostaria de ter um comentário vosso.
Circuncidador e circuncisador
Pergunto como se designa o executante da circuncisão.
Obrigada
Sousela e Lousada
Somos uma escola do 1.º ciclo da localidade de Sousela (concelho de Lousada). Antigamente, Sousela escrevia-se com z, mas actualmente é com s.
Curiosamente, há duas placas identificativas da localidade, cada qual com grafia diferente. Qual está certa? Já agora, com a palavra Lousada acontece a mesma situação... A explicação será a mesma?
A sintaxe de bafejado
Qual a função sintática do segmento «por uma graça qualquer» em «como se me encontrasse bafejado por uma graça qualquer»?
A locução «nos idos de»
Na expressão «nos idos do Império Romano», como o Império Romano não existe mais, remetendo-se, obviamente, a um passado distante, o uso do termo idos não seria redundante e desnecessário? Por fim, qual o equivalente vocabular mais próximo de idos?
