A prolação de telemóvel
Gostaria de saber qual a forma correcta de pronunciar "telemóvel". Embora sempre tenha dito [télémóvél] (todas as vogais abertas), ultimamente tenho ouvido muito /telemóvel/ (tendo que o "o" é a única vogal aberta), como nos sugere a própria acentuação da palavra. Felicito-os pelo excelente trabalho desenvolvido.
Ministro da Cultura português?
Se o titular fosse masculino, dir-se-ia ministro da cultura português ou ministro da cultura portuguesa?
«Aforadigas»
Gostaria que me indicassem o significado da palavra aforadigas (caso exista) e se já caiu em desuso...
Obrigado.
A palavra enigmística
Já tenho visto escrita a palavra "enigmística", como respeitando às actividades lúdicas centradas na produção e resolução de enigmas, mas não a encontrei registada em vários dicionários que consultei. Será abusiva a sua utilização?
O uso de ordenar e sagrar
No programa Bom Português da RTP perguntava-se qual das seguintes opções estaria correcta: «Foi ordenado bispo» ou «Foi sagrado bispo»? Segundo o programa, a 2.ª opção estaria certa por razões que já não consegui ouvir. No entanto, em alguns textos ligados à Igreja Católica tenho-me apercebido da utilização da 1.ª hipótese. Afinal qual estará certa?
Ajudar como verbo transitivo indireto
Começo por agradecer o ótimo serviço que prestam aqui no Ciberdúvidas. Tornou-se uma ferramenta extremamente útil para ajudar a melhorar o nosso uso da língua.
A minha questão:
É muito frequente encontrarmos, em ambiente de tradução, expressões em inglês do género: «this feature helps you achieve better results», que, sendo gramaticalmente corretas e seguindo a intenção do texto de partida, traduziríamos como «esta funcionalidade ajuda-o a alcançar melhores resultados».
No entanto, é cada vez mais comum a exigência de neutralidade de género nas traduções. Para conseguirmos essa neutralidade, tem-se visto e usado muitas vezes algo como «esta funcionalidade ajuda a alcançar melhores resultados», sendo que, em alternativa, se poderia dizer algo como «esta funcionalidade dá uma ajuda para alcançar melhores resultados», o que resulta numa frase maior e mais complexa, algo muitas vezes não desejado no ambiente de tradução.
Aproveito para referir que se mantém o verbo ajudar na tradução, uma vez que o texto de partida não pretende dar garantias sobre a eficácia de tal funcionalidade, mas sim indicar que o seu uso pode dar certos resultados.
Este distanciamento é subentendido como uma forma de o autor do texto original de se ilibar de responsabilidades no caso de o uso de tal funcionalidade não dar os resultados pretendidos pelo utilizador da mesma. Neste caso, estamos a omitir o complemento direto.
Sendo ajudar um verbo transitivo, parece errado omitir o complemento direto. No entanto, uma breve pesquisa na Internet revela que o uso de ajudar sem complemento direto, em estruturas semelhantes, está bastante disseminado.
Posto isto, gostaria que me esclarecessem, se possível, se:
– há flexibilidade para omitir o complemento direto e, se sim, em que casos o poderemos fazer;
– a estrutura «ajudar a» + verbo no infinitivo é válida, à luz do exposto acima.
Desde já agradeço a vossa disponibilidade e bom trabalho.
Lipossomas
Como se chamam, em Português, as "cápsulas" a que os Ingleses chamam "liposomes"? Serão liposomas ou lipossomas? Lê-se "lipoSSoma" ou "lipoZoma"? De qualquer modo, haverá acento na palavra "lipos(s)ómico"? Muito obrigado, e por favor continuem!!
Malquisto
Gostava de saber se «malquisto» pode de alguma forma ser particípio passado do verbo «malquerer». Esta situação surgiu numa aula de Português em que foi colocada a questão: «Malquisto é: a) Particípio do verbo malquerer b) Pretérito imperfeito do conjuntivo do verbo malquerer c) um verbo que significa mal do quisto!»
Foi avançada a alínea a) como sendo correcta, mas não entendo porquê. Assim, agradecia que me podessem esclarecer esta dúvida.
Presbiterano e presbiteriano
Qual será a melhor maneira de nos referirmos a esta facção religiosa e aos respectivos membros? Num dicionário, presbiterano reenvia-nos para presbiteriano (Priberam), noutro é ao contrário (Infopédia)... Ou será indiferente?
Desde já obrigada.
«Já temos quem venha jogar connosco»
Sou professora de Educação Visual e oiço a Rádio Comercial todas as manhãs a caminho das Escolas. Levo comigo os meus filhos e fico admirada, como é possível, há já tanto tempo, ouvir dizer frases na rádio que me fazem arrepiar e aos meus filhos. Gostaria que me fornecessem dados relativos à razão pela qual se deve dizer “Já temos quem venha jogar connosco” ou “Já temos quem jogue connosco”, como eu diria, em vez de “Já temos quem jogar connosco”, como eu costumo ouvir na rádio, para poder, com argumentos válidos enviar uma chamada de atenção.
Muito ansiosa e grata.
