Economia
Podem dizer-me qual é a origem da palavra «economia»?
Uma acepção de patrono
Que palavra designa a pessoa que dá o nome a uma escola, biblioteca, etc.? Na escola do meu filho, a pessoa que dá o nome é considerada o patrono, está correcto?
Os antónimos de simetria
Existe outro antónimo para simetria que não seja assimetria?
Governo de Angola
Qual é a forma correcta de designar o governo angolano? «Governo de Angola» ou «Governo da Angola»? Se é Governo da Albânia, da América, da Austrália, porque é que dizemos sempre Governo de Angola? Já agora, e Portugal? Não devíamos dizer do Portugal como dizemos do Paquistão, do Paraguai, do Panamá? Qual é a regra?
Eu sei que a pergunta parece um pouco absurda, mas não há maior ignorante que aquele que tudo sabe.
Obrigado.
As palavras que nos unem
Temos continuado a receber muitas perguntas sobre a Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário, recentemente adoptada em Portugal. Apesar do esforço de adaptação, os consulentes fazem perguntas que revelam o gosto por comprender o funcionamento da Língua Portuguesa. Esta atitude diz respeito não só aos professores, mas também a muitos que nos acompanham noutros países, nomeadamente no Brasil.
Mas são as palavras – o seu uso, a sua formação, a sua existência – que concentram a maior atenção. Neste âmbito, a nossa herança linguística, ligada à cultura local, suscitou algumas perguntas. Por exemplo, dúvidas sobre vocábulos como garavalha, tardo e “camarinhar” lembraram mais uma vez as origens da nossa língua no Noroeste da Península Ibérica, terra de mitos e cantigas de amigo, donde se espalhou para sul e, depois, para o mundo.
Sobre os equívocos que a pronúncia ironicamente tece, aparece um novo texto na nossa Antologia, da autoria do jornalista e escritor José Alberto Braga, que o redigiu especialmente para o Ciberdúvidas. Recomendamos ainda o Pelourinho, esta semana a pedir mais cuidado com o plural da palavra ténis. E assim chegamos a mais um fim-de-semana.
Referenciar e referenciação
Estou a traduzir um texto de inglês para português e deparei-me com a seguinte expressão em inglês: «patient referral system». Sabendo que referral significa «remeter, enviar, encaminhar, reportar a, etc.», pensei em traduzir a expressão por «sistema de encaminhamento de doentes» (de uma clínica para um hospital, por exemplo). Acontece que encontro muito a expressão «referenciação de doentes»; não sei se será uma expressão técnica... Mas a minha dúvida é se referenciar ou referenciação existem de facto em português ou se terão sido decalcadas do inglês referral.
Obrigado pela vossa ajuda.
A pronúncia e o género de Eurojust
A propósito da querela que há meses agita a classe política portuguesa, gostava de saber como devemos pronunciar o acrónimo Eurojust: à portuguesa, ou à inglesa, como oiço por regra na rádio e na televisão?
E é “a” Eurojust (como vem no respectiva página oficial), ou “o” Eurojust (como vem sendo dito e escrito entre nós)?
Muito obrigado.
A grafia de exigencial
Deve escrever-se “exigencial” ou “exigêncial”?
Pressurizar
Estou interessado em saber se o verbo pressurizar e os seus derivados (pressurização, pressurizador, etc.) podem ser considerados palavras bem formadas. O que me leva a fazer tal questionamento é que pressurizar designa a ação de manter uma determinada pressão dentro de algum objeto hermeticamente fechado, tal como um avião em voo, um submarino percorrendo as profundezas do mar, uma cosmonave em viagem fora da Terra ou um simples extintor de incêndio.
Pois bem, sendo assim, é lógico que, em português, o verbo indicador dessa ação deveria derivar do vocábulo pressão.
Num caso como este, em que o vocábulo português do qual se fará uma derivação termina em ão (aqui é a palavra pressão da qual se criará outra), é mister fazê-lo regredir até que a sua terminação seja reduzida a o, an, on ou ion, conforme o caso, e, só depois, pospõe-se-lhe o sufixo, surgindo dessarte a palavra derivada. Exemplos: carvão - "carvo" - carvoaria; balão - "balon"- balonismo; sertão - "sertan" - sertanista, sertanejo; instrução - "instructione" - "instrucione"- "instrucion"- instrucional. Em casos como este último, o ão é sempre transformado em ione e depois ion por causa da etimologia latina: instrução do latim "instructione".
Diante do exposto, pergunto-lhes: em português, em vez de pressurizar, não deveria ser "pressionizar", já que pressão provém do latim "pressione", então, pressão -"pressione" - "pression" - "pressionizar", "pressionização", "pressionizador"?
O que reforça a minha suspeita de que houve má formação vocabular neste caso é o fato de pressurizar vir do inglês "to pressurize", segundo o Dicionário Aurélio (possuo um exemplar da 2.ª edição). Em inglês, pressão é "pressure", donde se conclui que o verbo "to pressurize" vem do substantivo inglês "pressure". Indiretamente, o nosso verbo pressurizar, derivado desse verbo inglês, também provém de "pressure", quando deveríamos ter um verbo de formação vernácula proveniente do nosso substantivo pressão. Se não, vejamos: "pressure" - "pressur"- "(to)pressurize". Eliminando-se a partícula "to", do restante, "pressurize", fez-se uma adaptação à nossa língua, havendo a terminação "ize" final sido transformada ou substituída em/por "izar", surgindo pressurizar.
Leve-se ainda em conta que, em português, há o verbo pressionar e não "pressurar". Pressionar certamente formou-se como no paradigma acima exposto: pressão -"pressione" - "pression" - pressionar.
Sobre o assunto aqui ventilado, peço o parecer credibilíssimo dos supercompetentes consultores do Ciberdúvidas.
Certo de que me farei mais uma vez merecedor da atenção dos Amigos, então, antecipo os meus agradecimentos: muito obrigado.
Cananeu, cananeia
“Cananita”? Julgo saber, Ciberdúvidas emendará se for o caso, que os adjectivos “cananeu” – “cananaeia” serão os correctos (assim aprendi). Quando o ing. “Cananite” se torna “cananita” no Canal History julgo que estamos numa tradução “à franciù”.
