DÚVIDAS

Sobre a existência do substantivo goteio
Ao efectuar a pesquisa nos dicionários mais comuns e na Internet, o substantivo "goteio" não existe, ainda que se admita como existente o verbo gotear e a palavra "goteio" surja como sua forma verbal. Este substantivo não existe na língua portuguesa?(O substantivo que identifico nessas fontes como forma correcta é gotejamento, que, para além de apresentar uma oralidade pouco atractiva, não é praticamente usado no meio técnico.)
«Para a Lúcia»: complemento oblíquo
Gostaria de ver esclarecida uma dúvida sobre a presença dos complementos indireto e oblíquo. Na frase «Fiz um desenho para a Lúcia», o constituinte «para a Lúcia» desempenha a função de complemento oblíquo, ou de complemento indireto? Não está correta a substituição «Fiz-lhe um desenho»? O complemento indireto é sempre introduzido pela preposição a? A preposição para não pode introduzir esta função? Obrigada pela vossa disponibilidade.
"Courgette", outra vez
Como achega à Pergunta/Resposta publicada em 14.03.2000 permito-me referir que a utilização na alimentação humana dos frutos imaturos da "Cucurbita pepo" ("courge à courgettes" - FR; "botelha" ou "abóbora porqueira" - PT) é tradicional nalgumas regiões do nosso país, nomeadamente na Beira Baixa. Nesta região as "courgettes", normalmente consumidas guisadas, têm um nome: "botelho" (que não é o masculino de "botelha" mas uma forma estável e autónoma de diminutivo, como em "janela/janelo" ou "ribeira/ribeiro"). No Brasil utiliza-se o termo "abobrinha", não apenas para os frutos da "Cucurbita pepo" (a espécie mais cultivada) e que são especificamente designados por "abobrinhas de moita" ou "de tronco", mas igualmente para os frutos de uma outra espécie utilizada para o mesmo efeito: "Cucurbita moschata" (cf. Enciclopédia Mirador Internacional, São Paulo, 1990, p. 5854).
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa