«... para conhecimento de...»
Vejo em documentos oficiais as seguintes construções: «Encaminho para o conhecimento de Vossa Excelência cópia...» e «Encaminho para conhecimento de Vossa Excelência cópia...».
Gostaria de saber qual a construção certa.
Sobre o uso da contração dum (= de um)
Queria saber se na seguinte frase podemos, de facto, usar a forma contraída dum ou se temos de usar a expressão de um: «Preciso dum favor teu.»
Alto-astral
É sempre um prazer, para mim, solicitar sua opinião. Sendo a Rede Globo uma formadora de opinião, não considera o nome da novela Alto Astral ser grafado fora do padrão linguístico, já que após alto sempre haverá hífen, exceção única em altoplano, que aproveito para perguntar se há um porquê para altoplano não ter hífen?
Agradeço a atenção.
Solarengo dif. de soalheiro/ensolarado
A propósito de solarengo, julgava eu que era asneira aplicar o termo no sentido de ensolarado. Até que encontrei no novo dicionário da Academia das Ciências de Lisboa. Como é possível? Alguém o explica?
Outra questão: soalheiro refere-se apenas a exposição de locais ou também a tempo, por exemplo uma manhã soalheira ou ensolarada?
Ou estão os dois termos correctos?
Curiosamente, poucos dicionários registam ensolarado.
A origem da palavra saudade
Eu gostaria de saber mais sobre a origem da palavra saudade. Vasconcellos, 1914, afirma que sua origem teria a ver com solidão, do latim solitas, e que teria incorporado elementos de «salvação», «saúde», «saudação». Há também uma hipótese que teria surgido do árabe. Os árabes haveriam traduzido a melancolia do grego (bile negra) para sua língua e a saudah (negro, preto em árabe) teria originado a saudade portuguesa. O que lhes parece? Será que a palavra teria sido consolidada em 1580 pelos grandes escritores portugueses de então?
Ficarei muito grato por vossa resposta.
«Dar pano para mangas» + «fazer correr muita tinta»
Qual a origem da locução «dar pano para mangas»? Ela pode ser considerada um sinônimo para «fazer correr muita tinta»?
Obrigado.
Verbos introdutores do discurso
Recentemente ouvi a designação "verbos introdutores do discurso" mas na realidade não sei o que são ou quais são esses verbos. Gostaria que me pudessem ajudar.
Nomes concretos e abstractos
Hoje na aula de Português tive umas dúvidas sobre os nomes concretos e abstractos. Gostaria de saber se ar, vento, réveillon, sol, e olho são nomes abstractos.
Obrigada.
Ainda o uso da contracção dum (= de + um)
Estou a fazer a revisão de um artigo para uma revista científica e tenho uma dúvida em relação ao uso da contracção de + um, dum. Consultei o Ciberdúvidas e, apesar de ter confirmado a aceitação da contracção referida, parece-me que a mesma deve ser evitada em linguagem formal. Não encontrei nada que sustente esta minha opinião, por isso, pergunto: é aceitável esta contracção na escrita académica formal? Eis alguns exemplos retirados do artigo:
«(...) numa fase pré-universitária, e num contexto de capitalismo hedonista, vêem e utilizam o seu tempo livre como evasão, predominando uma dimensão de diversão, em detrimento duma mais relacionada com a procura de informação.»
«Possibilitadoras duma infinita acessibilidade, as tecnologias fazem com que os seus utilizadores se transformem através do seu uso.»
«O facto de a construção de sentidos se realizar a partir duma linguagem múltipla, desde sons a gráficos visuais, significa que o navegante do ciberespaço tem de contar com uma série de conhecimentos (...).»
A origem da expressão «quatro costados»
Tenho tentado pesquisar a origem da expressão popular portuguesa «quatro costados», presente, por exemplo, na frase: «Ser um portista dos quatro costados», mas as minhas tentativas têm sido vãs. Poderei contar com a V/ preciosa ajuda?
Obrigado.
