DÚVIDAS

A regência dos verbos tornar-se, navegar e tocar
1) Quando procuro no Regime Preposicional de Verbos a regência de «tornar-se», aparece a preposição «em». Mas existem casos em que não é necessário utilizar preposição, correto? Por exemplo: «As casas pequenas tornavam-se grandes, e as grandes tornavam-se pequenas. Outras casas tornavam-se hospitais, e havia umas que se tornavam casa de férias.» Estão corretas assim, ou devem levar preposição? 2) No caso de «navegar», não encontrei, o que quererá dizer que não tem. No entanto, vejo muitas vezes utilizarem «em» («Os mares ficaram poluídos, tornou-se impossível navegar neles») ou «por» («É impossível navegar pelos mares»). Qual está correta, «em», «por» ou nada («navegar os mares»)? Ou todas, dependendo do país ou significado? 3) Quanto a «tocar», penso que será «em», mas vejo muito «tocou-lhe a cara». É correto?
Até (com valor de inclusão)
«Até às 10 horas»; «até dia 15»... A questão, por mais básica que seja, é a seguinte: Quando utilizamos a palavra "até", devemos considerar que estamos a falar inclusive ou exclusivamente? Pessoalmente, acho que devemos falar exclusivamente, no entanto, já me questionaram se não devia de ser inclusivamente. Em última análise, após a frase, podemos sempre colocar "inc. ou exc.", mas não me parece que seja o mais correcto.
Roscável = rosqueável
Deparei-me recentemente com a necessidade de redigir o conteúdo programático de um curso de hidráulica, no qual consta como um dos itens: «Técnicas de execução de juntas: soldáveis, roscáveis e elásticas». Como imaginei que a forma correta do segundo verbo fosse "rosquear", corrigi o texto para "rosqueáveis". Não contente com minha dedução, busquei auxílio no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e no dicionário Aurélio: qual não foi minha surpresa ao constatar que no V.O.L.P. não constam as formas "roscável" nem "rosqueável", mas apenas os respectivos verbos "roscar" e "rosquear". Da mesma forma, o dicionário Aurélio registra o infinitivo dos dois verbos, com significados leve e aparentemente diversos. Como sair dessa enrascada?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa