Prorrogação e prorrogamento
A palavra prorrogamento existe?
Diferença entre «Se não fosse por elas...» e «Não fossem elas...»
Primeiramente gostaria de parabenizá-los pelo excelente trabalho.
Em segundo lugar, tenho uma dúvida relativa a duas frases:
«Se não fosse por elas, ele nunca teria tomado a iniciativa.»
«Não fossem elas, ele nunca teria tomado a iniciativa.»
Gostaria de saber se estão corretas e, se estiverem, se há diferença semântica entre elas.
Funções sintáticas dos pronomes pessoais
No livro de exercícios Gramática Activa I, de Olga Mata Coimbra e Isabel Coimbra, edição Lidel, aparece como pronomes pessoais do complemento directo me, te, o/a, nos vos, os/as e como pronomes do complemento indirecto me, te, lhe, nos, vos, lhes.
A minha dúvida recai sobre os pronomes da 1.ª e 2.ª pessoas do singular e do plural, como exemplos apresentam as seguintes frases:
Como pronomes pessoais do complemento directo «– Não consigo levantar o caixote. Ajudas-me?/– Ajudo-te já. É só um minuto» e «–Podes levar-nos a casa?/– Está bem. Eu levo-vos.»
Como pronomes pessoais do complemento indirecto: «– Apetece-te alguma coisa?/– Apetece-me um gelado» e «– O que é que nos perguntaste?/– Perguntei-vos se vocês estão em casa hoje à noite.»
Reformulando cada frase introduzindo a preposição a (por excelência a preposição que inicia o complemento indirecto) resultaria algo como:
«– Podes ajudar a mim?/– Eu posso ajudar a ti»; «– Podes levar a nós a casa?/– Eu levo a vós a casa» (ex. do comp. directo);
«– Apetece alguma coisa a ti?/– A mim apetece um gelado»; «– O que perguntaste a nós?/– A vós perguntei se estão em casa» (ex. comp. indirecto).
Como poderei distinguir se um me, te, nos, ou vos é o pronome pessoal de um complemento ou do outro, já que todos me parecem ser do indirecto?
Chávena e xícara
Gostaria de saber qual a diferença entre as palavras chávena e xícara e em que situações se devem empregar ambas.
De novo o ter que ver/ter a ver/ter a haver, etc.
Antes de mais, parabéns à ilustre consultora dra. Edite Prada, que, com a humildade que só a grandeza e a competência permitem, se dignou responder – de forma, aliás, brilhante –, a uma pergunta recorrente no Ciberdúvidas e já aqui demasiadas vezes contornada sem honra nem mérito. O meu sincero aplauso, Senhora Doutora!
Mas...há um "mas"!
Com todo o respeito, parece-me haver um vício de pensamento que presidiu a todo o excelente trabalho de justificação do verbo ver: é a certeza, que não se ousou questionar, de que o verbo a empregar é este mesmo.
Se bem repararmos, houve que fazer uma "ginástica de quebrar os ossos da razão" para que o verbo ver tenha lugar na frase em questão. A tal ponto que, para o efeito, nem ter nem ver podem significar o que significam (como é afirmado) para que, juntos, dêem à frase o sentido que "queremos" que ela tenha.
Por outro lado, parece que, afinal, "nada ter a ver" não significará – de certeza, sem dúvidas – «estar relacionado», pelo menos a avaliar pelos exemplos apontados no final da resposta.
Se assim é, não nos obrigará a racionalidade cartesiana a admitir, nem que seja como mera hipótese, que há duas frases parecidas a significar coisas distintas? E que uma terá tomado o lugar das duas (no caso, terá prevalecido a que emprega o verbo ver)?
Será completamente descabido tentar encontrar justificação para o emprego do verbo haver em «isto nada tem que (ou a) haver com aquilo»? É que me parece dar bastante menos trabalho e ser bastante mais lógica e convincente do que a formulada para emprego de ver!
Correndo o risco de ser impertinente pela insistência, volto à minha argumentação inicial:
1 – Haver significa, em primeira linha, «ter».
2 – A frase «isto nada tem que ver com aquilo» é sempre redundante, já que se limita a reforçar a frase «isto nada tem com aquilo», que significa o mesmo. Nesta frase, o emprego do verbo ter não oferece dúvidas.
3 – Na "não frase" «isto nada tem "a ter" com aquilo», o verbo ter seria utilizado exactamente com o mesmo significado as duas vezes, mantendo-se o sentido da frase.
4 – Porque a frase seria foneticamente (e não só...) impraticável, o verbo ter deu lugar a haver, que também significa «ter», para além de «receber», assim se mantendo e mesmo consolidando o sentido da mesma.
5 – Seria indiferente emprego do que ou do a, já que o sentido da frase se manteria em qualquer os casos.
6 – Nesta hipótese, ter e haver continuam a significar o que significam, sem necessidade de ter de os "perverter" para que a frase tenha o sentido que, de facto, tem – porque os verbos utilizados a esse mesmo sentido conduzem (ao contrário do que é, dignamente, admitido com o emprego de ver)!
Tentei demonstrar, esforçadamente como se constatará, que, a não existir uma ideia ou regra fixa e incontornável que "obrigue" à rejeição liminar do haver em proveito do ver, a "justificação" para o emprego daquele seria bem mais simples e facilmente aceitável do que a elaborada à volta do uso deste.
Desta forma se entenderia que o dicionário citado atribua a «nada ter que ver» significado completamente diferente de «estar relacionado», pela simples razão de que a frase que tal sentido terá é outra, ainda que outros também tenha: «nada ter que (ou a) haver».
Em face do desenvolvimento que o assunto já teve, não ouso "exigir" uma "resposta" do Ciberdúvidas. Aqui fica, apenas, o registo das minhas dúvidas que, apesar de tudo, se mantêm.
Obrigado à dra. Edite Prada.
Variação diacrónica
Eu ando no 11.º ano e, como ainda não percebi bem a definição de «variações diacrónicas», gostava que a equipa do Ciberdúvidas me pudesse ajudar, com uma breve definição.
Obrigado.
«O hábito não faz o monge»
Qual o significado do provérbio «O hábito não faz o monge»?
A regência de preocupação
«Preocupação em garantir», ou «preocupação de garantir»?
A expressão «Sim, senhor»
Li num prontuário que comprei a expressão «Sim, senhor» deve ser adaptada em função do receptor, ou seja: a uma mulher digo «sim, senhora»; a um homem, «sim, senhor»; a dois homens, «sim, senhores»; a duas mulheres, «sim, senhoras». É de facto assim, ou também posso usar «sim, senhor», independentemente de com quem falo? Antecipadamente, muito obrigado.
Palavras-chave e ideias-chave
Como identificar num texto as palavras-chave, as idéias-chave?
