DÚVIDAS

Verbos defetivos impessoais e unipessoais
Consultei diversas gramáticas, prontuários e dicionários de verbos, mas nenhum destes me conseguiu elucidar em relação aos verbos defectivos impessoais e unipessoais. Não há um consenso em relação, por exemplo, aos tempos em que são conjugados esses verbos e às pessoas. Por exemplo: Chover, nevar, abrumar e anoitecer podem ou não ter imperativo? E quais os tempos que se conjugam? Podem ter gerúndio e particípio passado? E o infinitivo, é pessoal ou impessoal? E miar ou ladrar, zumbir, balir, cacarejar... (as vozes dos animais)? Conjugam-se todas as pessoas ou apenas a 3.ª do plural e do singular? Podem ter imperativo? E se podem, quais as pessoas que se conjugam? Obrigada.
Azoto e nitrogénio
Quando andei na universidade, era proibido dizer «nitrogénio» (apesar dos nitratos, etc.), só «azoto». Agora, cada vez mais, escreve-se e diz-se nitrogénio, mesmo em publicações oficiais. Até o dicionário da Academia (GDLP) regista nitrogénio como «o mesmo que azoto» (e abona com a revista Homem...). Não consigo saber qual é a posição oficial, mas deve haver alguma comissão ou organização a quem caiba decidir estas coisas...
Vagem = bagem = "bage"
«Ela explicou-lhe, ao ouvido: — Já, sim, filha, que tenho estado a abarrotar, comi umas bajes e tenho estado!... E aquele homem, aquele gelo! O Sr. Ernesto vem para os meus sítios, hem? — Como um fuso, minha senhora!» Eça de Queirós, O Primo Basílio (1878) Junto envio breve citação da obra de Eça de Queirós que contem o vocábulo "baje". Após consultar vários dicionários da língua portuguesa, todos são omissos. Poderá ter acontecido algum erro tipográfico! Assim, venho por este meio solicitar a vossa imprescindível ajuda. Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa