Espanha, França, Itália e Inglaterra: preposição com artigo
Escreve-se na Nova Gramática de Português Contemporâneo que Espanha, França, Itália e Inglaterra, precedidos de preposição, são usados muitas vezes sem artigo. Qual é o factor decisivo no uso do artigo com estes países? Será mais elegante dizer «Estive em Espanha» do que «Estive na Espanha»? Como é que devo interpretar então a diferença entre as duas expressões?
E por exemplo encontrei as seguintes expressões: «Turismo na Espanha» e «Turismo da Espanha» (na Wikipédia...).
Quando, então, ouvirei «na Espanha» e quando «em Espanha»? «Na Inglaterra» e «em Inglaterra»? «Na Itália» e «em Itália»? «Na França» e «em França»?
A vila que se chama Burgau no Algarve é utilizada com artigo agora, mas antes não o era. Porquê esta mudança?
E diz-se «na Ponta Delgada» ou «em Ponta Delgada»?
Nos Açores há uma cidade chamada «a Lagoa», mas antes usava-se sem o artigo. Porque é que agora se usa com o artigo?
Muito obrigada.
Os dialectos em Portugal
Qual a forma correcta de escrever?
Em Portugal, para além do “mirandês”, há mais algum dialecto?
Confesso nunca ter lido nada sobre o assunto mas julgo não existirem mais nenhuns dialectos em Portugal, quer continental, quer nos arquipélagos dos Açores e/ou da Madeira.
As diferenças que existem entre os discursos das gentes de Lisboa, do Porto, do Alentejo, de Trás-os-Montes, das Beiras ou do Algarve, da Ilha da Madeira ou da Ilha de S. Miguel, etc., são muito mais de “sotaque”, de “calão” e de utilização de vocábulos e expressões muitas vezes até desconhecidos noutras regiões.
Não concebo, portanto, que numa faculdade de Letras, numa universidade se peça a uma aluna que apresente um trabalho sobre o dialecto lisboeta em confronto com os “alentejano”, “transmontano” e “tripeiro”.
Por favor elucidem-me se estiver errado.
Morfema/lexema/gramema
Como podem ser definidos corretamente morfema, lexema e gramema? O que é morfema zero? Sou estudante da Universidade de Letras, de Ponta Grossa, Paraná, Brasil, e preciso muito dessas respostas para a realização de um trabalho importantíssimo!
Obrigada!
«Somos a solicitar a V. Ex.ª...»
Queria saber o que é mais correcto: «Somos a solicitar a V. Ex.ª que se digne comparecer (...)», «Somos a solicitar que V. Ex.ª se digne comparecer (...)»? Ou será: «Somos a solicitar a V. Ex.ª se digne comparecer(...)»? Obrigado pela vossa atenção!
Os pronomes consigo e comigo
Estou cursando um preparatório para concurso e em uma das aulas o professor nos disse que podemos usar o pronome consigo com referência a primeira pessoa do singular eu. Por exemplo: «Eu caminhava e falava consigo sobre o que ocorreu ontem.»
Perguntei a ele se deveria usar o pronome comigo ao invés do consigo. Ele disse que ambas as formas podem ser aceitas em uma prova de concurso. Porém, depende de a bancada julgar correto ou não.
Segundo ele, o professor, temos muitos autores de gramática da língua portuguesa que divergem quanto ao uso desse pronome com referencia ao pronome eu.
Preciso de ajuda quanto a esta questão e desde já agradeço.
O feminino de campeão
Gostaria que me fosse tirada a dúvida sobre o seguinte: como se diz «vencedora feminina»? Embora saiba que se chama campeã, já escutei e li "campeona".
Onde está o erro?
Gostaríamos da vossa informação.
Obrigada.
Regência do verbo propor-se
«Ele propôs-se fazer a paz.»
«Ele propôs-se a fazer a paz.»
Qual destas expressões é correcta, quando o significado a dar à expressão é o de "ter o propósito de"?
Advocacia ou advogacia?
Gostaria de saber se este termo está correcto.
Já não é a primeira vez que oiço e leio esta palavra na comunicação social e nos jornais.
Tive sempre como correcta a palavra advocacia.
O ponto final dentro das aspas
No caso de eu estar transcrevendo um trecho de texto entre aspas e o trecho originalmente ter um ponto final, mas também ocorrer de ser final do meu período, eu coloco o ponto final antes das aspas, depois, ou dois pontos finais?
Ex.: «[...] da mesma forma que foi dito.», «[...] da mesma forma que foi dito». ou «[...] da mesma forma que foi dito.»?
‘Quid pro quo’ = quiproquó
Gostaria de saber por que razão os anglo-saxónicos utilizam a expressão latina ‘quid pro quo’ com o significado de «troca igual», «substituição», enquanto nós utilizamos a expressão ‘qui pro quo’, com o sentido de «equívoco», «confusão». Muito obrigada.
