DÚVIDAS

Há anos não a vejo
Com referência ao período " Há anos que não a vejo", apresentado por mim anteriormente, devo dizer que minha dúvida respeita à classificação da oração " que não a vejo ", e não à análise sintática de seus termos. A propósito, discordo, se me permite, de se classificar a dita oração como temporal: a mim, me parece ser oração principal, mesmo porque podemos escrever " Há anos não a vejo ", sendo "que" palavra expletiva. " Há anos " seria, em meu ver, oração adverbial temporal justaposta. Gostaria de comentário a respeito, que já merece meus agradecimentos.
Parênteses
Chamo-me Rui Medeiros Silva e sou estudante na Faculdade de Ciências do Porto, local onde estou a aceder ao vosso "site". Gostaria de saber qual será a maneira correcta de colocar parênteses, da forma 1 ou 2: 1- (parabéns pela vossa página) 2- ( parabéns pela vossa página ) Sou colaborador de uma publicação e um colega meu insiste em que a maneira correcta é a 2. Baseia-se no seu irmão, que tirou um curso superior na Faculdade de Letras de Lisboa e que assim procede. No entanto, apesar de ter procurado em dicionários e prontuários ortográficos, nada encontrei que o indicasse. Aliás, todos os livros que vi estão escritos usando a maneira 1. Obrigado.
Pronomes e determinantes possessivos
Nas frases «São os meus cromos.» e «São os lápis deles.», "meus" e "deles" são determinantes ou pronomes possessivos? E na resposta à pergunta «De quem é o livro? É dela.», a palavra dela é um determinante possessivo ou um pronome possessivo? Na minha opinião, trata-se de um pronome uma vez que está a substituir o nome “livro”. Mas não tenho a certeza absoluta. Parabéns pelo trabalho desenvolvido.
Sobre o hífen em compostos de substantivo + adjetivo
Tenho visto uma grande variação no próprio Ciberdúvidas quanto ao uso, ou não, do hífen em compostos com a palavra diretor (ou secretário). Por exemplo: «diretor adjunto»/diretor-adjunto, «diretor(a) executiva»/diretor(a)-executiva, «secretário executivo»/secretário-executivo, etc., etc. Sendo diretor-geral, com hífen, por que razão não haverá de ser, também com hífen, "diretor-adjunto", "diretor(a)-executivo" ou "secretário-executivo", por exemplo? Muito agradecido.
Espanha, França, Itália e Inglaterra: preposição com artigo
Escreve-se na Nova Gramática de Português Contemporâneo que Espanha, França, Itália e Inglaterra, precedidos de preposição, são usados muitas vezes sem artigo. Qual é o factor decisivo no uso do artigo com estes países? Será mais elegante dizer «Estive em Espanha» do que «Estive na Espanha»? Como é que devo interpretar então a diferença entre as duas expressões? E por exemplo encontrei as seguintes expressões: «Turismo na Espanha» e «Turismo da Espanha» (na Wikipédia...). Quando, então, ouvirei «na Espanha» e quando «em Espanha»? «Na Inglaterra» e «em Inglaterra»? «Na Itália» e «em Itália»? «Na França» e «em França»? A vila que se chama Burgau no Algarve é utilizada com artigo agora, mas antes não o era. Porquê esta mudança? E diz-se «na Ponta Delgada» ou «em Ponta Delgada»? Nos Açores há uma cidade chamada «a Lagoa», mas antes usava-se sem o artigo. Porque é que agora se usa com o artigo? Muito obrigada.
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