DÚVIDAS

O advérbio quase
A palavra quase é considerada um advérbio de modo e de intensidade. No entanto, na frase «Ele está quase a chegar», não poderá exprimir também uma ideia de tempo? Gostaria que me dessem exemplos de frases para cada um dos casos (quase como advérbio de modo e como advérbio de intensidade), pois tenho alguma dificuldade em arranjar exemplos claros que possam ser bem compreendidos pelos meus alunos.
O conceito de verbo auxiliar
Estou estudando sobre a questão da auxiliaridade verbal e percebo o quanto o assunto é controverso. Preciso de ajuda para pensar melhor sobre tal questão. Pesquisei em trabalhos de dissertação e tese, além de Maria Helena Neves, Bechara e Maria Helena Mira Mateus (lingüista lusitana) e cada vez me sinto mais confusa. Gostaria de saber qual é o conceito de auxiliaridade verbal. Alguns dizem que o verbo auxiliar perdeu seu sentido de verbo pleno (gramaticalização), outros dizem que não totalmente, outros esclarecem que depende do contexto. Até o uso da palavra gramaticalização é controverso! Existe uma classificação dos verbos auxiliares? Por que Bechara chama os verbos causativos e sensitivos de auxiliares? Em que situação eles se comportam como tal? Obrigada!
O hífen nos nomes dos animais e das plantas (norma de 45)
De acordo com o AO de 1945, como se devem escrever os nomes dos animais e das plantas? Sempre com hífen? Ou existem excepções? (Sei que com o AO de 1990 todos estes nomes têm hífen). A seguir apresento alguns exemplos para me informarem como devem ser escritos correctamente de acordo com o AO de 1945: arranha-lobos, genciana-das-turfeiras, campainhas-amarelas, fava-de-água, borboleta-azul-das-turfeiras, azulinha-do-bocage, aranja-dos-charcos, nêspera-dos-lameiros, azulinha-do-tomilho, ziguena-dos-pântanos, aranha-vespa, tecedeira-acuminada.
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