DÚVIDAS

A origem da expressão «com a boca na botija»
Há dias, com alguns colegas de trabalho, surgiu a questão de qual seria a origem da expressão «com a boca na botija». Procurei em vários "sites" e encontrei mesmo um interessante projecto de dicionário aberto de calão e expressões idiomáticas do português, mas, embora a expressão surja muitas vezes, em nenhum local encontrei um esclarecimento quanto à origem. Poderão satisfazer esta curiosidade? Desde já obrigado.
A noção de perífrase verbal
Preciso de ajuda sobre o tópico “perífrase verbal”. Tenho um trabalho da faculdade sobre esse tema e locução verbal, mas nas referências pesquisadas os autores falam muito superficialmente, outros nem falam disso e outros, ainda, dizem que é a mesma coisa... estou perdida! Estou procurando ajuda no Google e encontrei alguns “sites”, mas sem muitos esclarecimentos também. Aproveitei para enviar mensagens a todos que encontrei o endereço. Se puder ajudar, vai ser de grande valia! Conto com a ajuda e conhecimentos de todos. Desde já agradeço qualquer colaboração.
Traze-lo e faze-lo
Agradeço-lhes o link que me enviaram, mas a minha dúvida persiste, pois tanto nas linguagens atuais literária e corrente como em vários livros com exercícios gramaticais as formas verbais traze-lo ou faze-lo nao existem, ou seja, usa-se a mesma forma verbal para a segunda pessoa do singular do presente do indicativo e para o imperativo; Trá-lo ou Fá-lo. A título de exemplo cito o livro de Leonel Melo Rosa, Vamos Lá Continuar!, na página 91, exerc. 25: «Trazes o disco logo à noite?» < «Trá-lo.» Será que me podem esclarecer?
«Ir a»/«Ir para» casa
A dúvida que vos coloco surgiu no âmbito de uma aula de português a estrangeiros e foi colocada pelos alunos. Quando usamos o verbo ir seguido da preposição a, construção usada para exprimir curta duração temporal de uma acção, algumas vezes fazemos a contracção da preposição com os artigos definidos que a seguem, mas outras vezes não. Ex.: 1– Vou a casa buscar um livro. (e não «Vou à casa buscar um livro») 2 – Vou ao restaurante. (e não «Vou a restaurante») O mesmo sucede com a construção verbo ir seguido da preposição para, usada para exprimir longa duração temporal de uma determinada acção, mas neste caso não se põe a questão da contracção com a preposição, mas a utilização ou não do artigo. Ex.: 1 – Vou para casa (e não «Vou para a casa»; podendo no entanto esta última ser utilizada, se referirmos a quem pertence a casa) 2 – Vou para o quiosque (e não «Vou para quiosque») A não contracção/supressão do artigo verifica-se sempre que há um substantivo de género feminino depois da preposição, mas não com todos os substantivos deste género, o que invalida a formulação de uma possível regra que obrigasse a esta alteração no caso de um substantivo ser de género feminino. Ex.: 1 – Vou para a praia. 2 – Vou à praia. São dois exemplos perfeitamente correctos que contrariam os exemplos dados anteriormente. Gostaria então, se possível, de saber qual é a regra para a supressão/não contracção do artigo aquando do uso destas construções. Aplica-se só a determinados substantivos que por acaso são de género feminino? Há uma lista desses substantivos? Também existem casos com o género masculino? Muito obrigada!
"Anteanterior" e "posposterior"
Anteanterior significa «anterior ao anterior». Exemplo: «2008 é o ano anteanterior ao atual.» Anterior significa «passado, pretérito, que vem antes». Exemplo: «2009 é o ano anterior ao atual.» Posterior significa «próximo, seguinte, que vem depois». Exemplo: «2011 é o ano posterior ao atual.» Posposterior significa «posterior ao posterior». Exemplo: «2012 é o ano posposterior ao atual.» E o que vós achais destas palavras?
Ainda a palavra "atelier"/ateliê
Sei que esta palavra já foi objecto de uma resposta vossa. Todavia, preciso ver esclarecido o seguinte: segundo a resposta que deram, é preferível utilizar a palavra oficina em vez da palavra atelier/ateliê. No Dicionário da Porto Editora 2008 a palavra atelier surge como correcta, aparecendo o seguinte: «atelier [átE´lje] substantivo masculino 1. oficina, sobretudo de costura, de fotografia ou de artes plásticas; 2. sala de trabalho; (Do fr. atelier)» e «ateliê substantivo masculino Þ atelier (Do fr. atelier)». Segundo depreendo, e argumentando com o facto de tal constar num dicionário de referência, as duas palavras são correctas. A questão a colocar é então: posso escrever atelier sem utilizar a palavra em itálico ou com aspas? Por exemplo, na frase «Dou aulas no meu atelier/ateliê»? Ou tenho de escrever «Dou aulas no meu "atelier"»? Obrigada pela atenção.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa