Luísa, outra vez
Gostaria de saber como se escreve o nome Luiza corretamente. Quero saber se pode ter ou não acento e se o z é tolerável.
Elementos paratextuais, peritextuais e epitextuais
Em alguns artigos de crítica literária e outros textos (mais relacionados com análise de álbuns (enquanto obra literária para a infância) tenho encontrado a referência a elementos paratextuais da obra — indicando quer elementos do texto visual, quer elementos do texto verbal "dentro" da obra ou referências evocadas por excertos de comentários "sobre" obra, autor/a, ilustrado/a, etc. Em outros artigos, estas denominações são separadas, isto é: elementos peritextuais: tudo o que diz respeito à obra propriamente dita; elementos epitextuais: todas as referências "sobre" a obra (como comentários, dados sobre obra, autores/as, etc.). Qual a expressão mais correcta, ou estarão as duas correctas (assumindo que são todas elas "neologismos")?
Metalinguística e epilinguística
Por favor, qual é a diferença de epilinguística para metalinguística?
O triplo plural de ancião
Qual o plural de ancião?
Obrigada.
«Ir a»/«Ir para» casa
A dúvida que vos coloco surgiu no âmbito de uma aula de português a estrangeiros e foi colocada pelos alunos.
Quando usamos o verbo ir seguido da preposição a, construção usada para exprimir curta duração temporal de uma acção, algumas vezes fazemos a contracção da preposição com os artigos definidos que a seguem, mas outras vezes não. Ex.: 1– Vou a casa buscar um livro. (e não «Vou à casa buscar um livro») 2 – Vou ao restaurante. (e não «Vou a restaurante»)
O mesmo sucede com a construção verbo ir seguido da preposição para, usada para exprimir longa duração temporal de uma determinada acção, mas neste caso não se põe a questão da contracção com a preposição, mas a utilização ou não do artigo. Ex.: 1 – Vou para casa (e não «Vou para a casa»; podendo no entanto esta última ser utilizada, se referirmos a quem pertence a casa) 2 – Vou para o quiosque (e não «Vou para quiosque»)
A não contracção/supressão do artigo verifica-se sempre que há um substantivo de género feminino depois da preposição, mas não com todos os substantivos deste género, o que invalida a formulação de uma possível regra que obrigasse a esta alteração no caso de um substantivo ser de género feminino. Ex.: 1 – Vou para a praia. 2 – Vou à praia.
São dois exemplos perfeitamente correctos que contrariam os exemplos dados anteriormente.
Gostaria então, se possível, de saber qual é a regra para a supressão/não contracção do artigo aquando do uso destas construções. Aplica-se só a determinados substantivos que por acaso são de género feminino? Há uma lista desses substantivos? Também existem casos com o género masculino? Muito obrigada!
Vitimação e vitimização
Tenho ouvido (e lido) referências a "vitimação" e "vitimização": "os inquéritos de vitimação demonstram que ..." e "dos estudos de vitimização realizados, os investigadores ...". No dicionário Lello (ed. 1995) e no dicionário do sítio da Porto Editora (http://www.portoeditora.pt/dol/default.asp) os termos supra são desconhecidos. Gostaria, por favor, de saber: 1 - São termos correctos? (neologismos? anglicismos?) 2 - Têm a mesma significação? 3 - Podem ser usados indistintamente (à semelhança de ouro/oiro e touro/toiro)? Cumprimentos e obrigado.
«Em seguida», «de seguida», «seguido» e «consecutivo»
Gostaria de saber acerca do uso correto do termo «em seguida» ou «seguida(o)(s)». Qual é a maneira correta de relatar um fato que ocorre seguidamente ou consecutivamente?
Por exemplo, qual é a frase correta?
«A Ponte Preta venceu dez jogos em seguida», ou «a Ponte Preta venceu dez jogos seguidos»?
Obrigado.
Pagado, ganhado e gastado: particípios em desuso?
Pelo visto, estou ultrapassado. Aprendi há muito que pagado é um arcaísmo, embora o Saramago, talvez por influência do castelhano, do catalão ou do valenciano, o use com frequência nas suas obras. Quanto a o gastado e o ganhado terem dado o lugar a gasto e a ganho, também quando usados com o verbo ter, confesso-me surpreendido. Passou a ser norma? E as formas gastado e ganhado são alternativas às simplificadas, quando usadas com o verbo ter, ou já ganharam o estatuto de arcaísmos?
A seguir, virá a aceitação da palavra “empregue”, que já vi num dicionário, e a da palavra “encarregue”, que ainda não vi em nenhum.
Ainda a palavra "atelier"/ateliê
Sei que esta palavra já foi objecto de uma resposta vossa. Todavia, preciso ver esclarecido o seguinte: segundo a resposta que deram, é preferível utilizar a palavra oficina em vez da palavra atelier/ateliê.
No Dicionário da Porto Editora 2008 a palavra atelier surge como correcta, aparecendo o seguinte:
«atelier [átE´lje]
substantivo masculino
1. oficina, sobretudo de costura, de fotografia ou de artes plásticas;
2. sala de trabalho;
(Do fr. atelier)»
e
«ateliê
substantivo masculino
Þ atelier
(Do fr. atelier)».
Segundo depreendo, e argumentando com o facto de tal constar num dicionário de referência, as duas palavras são correctas.
A questão a colocar é então: posso escrever atelier sem utilizar a palavra em itálico ou com aspas?
Por exemplo, na frase «Dou aulas no meu atelier/ateliê»? Ou tenho de escrever «Dou aulas no meu "atelier"»?
Obrigada pela atenção.
Nada mais nada menos
Onde colocar vírgulas na frase abaixo?
"A princesa era nada mais nada menos que sua idealização de mulher perfeita."
Obrigado.
