A formação de infelizmente (II)
Têm-me surgido cada vez mais dúvidas no âmbito dos processos de formação de palavras por derivação.
Por exemplo: infeliz é uma palavra derivada por prefixação; felizmente é uma palavra derivada por sufixação. E infelizmente? É derivada por sufixação (infeliz+-mente) ou por prefixação e sufixação (in-+feliz+-mente)? O Dicionário Terminológico apresenta a derivação por prefixação ou por sufixação e a parassíntese surge como o único caso em que são adicionados prefixos e sufixos...
Obrigada.
Filhó (no singular), filhós (no plural)
Parabéns pelo espaço de saber.
Agradeço resposta a esta humilde dúvida: filhó/filós/filhozes?
Óptimo ano.
Dias da semana
Li num anúncio a expressão: «as aulas serão ministradas à 2ª, 3ª e 4ª feiras». Será esta fórmula correcta? Ou deveria ter-se escrito «à 2ª, 3ª e 4ª feira»? Ou, ainda, «às 2as., 3as. e 4as. Feiras»? Ou, finalmente, «às 2ª, 3ª e 4ª feiras»?
Os textos argumentativo e expositivo-argumentativo
Surgiu uma dúvida relativamente às diferenças, se é que existem, entre texto argumentativo e texto expositivo-argumentativo. Serão próximos ou, simplesmente, o mesmo?
Haver (= «existir») – 3.ª pessoa do singular
É correta a frase «Ultimamente têm havido muitos desastres» (1)? Pensei que só era correto escrever e dizer «Ultimamente tem havido muitos desastres».
(1) O exemplo é do livro: Leonete Carmo, Olá! Como está?, Lisboa, Lidel, 2004, p. 223. ISBN: 972-757-214-6.
Plural ô ou ó?
Como se pronunciam as seguintes palavras:
pescoços
estojos
esgotos
Obrigada.
A regência de «dar uma olhada»
O que está correto: «Dar uma olhada em algo» (ex.: «Deu uma olhada nos meninos»), ou «Dar uma olhada para algo» (ex.: «Deu uma olhada para os meninos»)?
Que / qual
Sou uma estudante de Lisboa e, por vezes, ao fazer alguns trabalhos, há um problema que se me põe: deverei escrever, a título de exemplo, «qual a deontologia para a Internet» ou «que deontologia para a Internet»? Queria também dar os meus parabéns para um dos sítios mais úteis que a Internet alguma vez teve.
A regência dos verbos alertar e avisar
Antes de mais, o grande agradecimento ao site – um tira-teimas de que me socorro muitas vezes – e os parabéns!
Agradeço esclarecimento sobre a regência do verbo alertar e do verbo avisar com oração completiva (a verdadeira dificuldade das regências):
1) «Eu avisei [alguém] de que/que chegaria tarde.»
2) «Os media alertaram [os idosos] para que/que/de que devem ficar em casa devido à vaga de calor.»
Plural de Pai Natal, de novo
Apesar do V/ esclarecimento sobre este assunto continuo com muitas dúvidas. Na TV e Rádio continuo a ouvir o célebre Pais Natal. Os colegas com quem falo dizem-me que ninguém utiliza o plural Pais Natais, de resto não soa bem, além de me apresentarem exemplos como homem sombra e não homens sombras, e outros. Daí as minhas dúvidas. Deve optar-se por seguir o dito geral ou este está mesmo mal e deve-se remar contra a maré, por assim dizer. Não queria ser o único a dizer Pais Natais e ter que carregar com o peso de todos acharem que eu é que estou mal. Além da minha profissão exigir o uso correcto do português. Agradeço uma explicação mais aprofundada. Obrigado.
