DÚVIDAS

Sobre a dupla negação: «não... nenhum»
Mesmo depois de ter consultado diversas obras de referência e lido os vários artigos sobre esta questão no Ciberdúvidas, continuo com dúvidas: é incorreto escrever «Ele não tem qualquer razão», com o significado de «Ele não tem nenhuma razão»? É que fico com a sensação de que, na segunda frase, a existência de dois elementos de caráter negativo (não e nenhuma) faz com que se anulem um ao outro, à semelhança da matemática, em que menos por menos dá mais. Assim, será que ao escrever «Ele NÃO tem NENHUMA razão» não estaremos a dizer que ele tem ALGUMA razão (se não tem "nenhuma" é porque tem "alguma")? Sei que os puristas são contra este uso de "qualquer", mas a língua evolui, ou não? Agradeço a atenção e aproveito a oportunidade para vos felicitar pelo vosso magnífico trabalho neste sítio que tão bem defende a nossa amada língua.
Identificação de algumas figuras de estilo e do sujeito poético
Por favor identifiquem nos seguintes frases algumas figuras de estilo: «Tinha das mulheres lindas as graças belas, infindas de encantos, encantos mil.» «E no seu todo brilhava o ar mais doce e gentil.» Por outro lado aprendi que num texto poético se expressa o eu, sentimentos e por aí adiante. Será possível um texto poético ser descritivo? Como identificar o sujeito poético dum texto poético? Que metodologia seguir para alcançar esse objectivo?
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