DÚVIDAS

Tivera, havia tido, tinha tido
Não sei se esta pergunta já alguma vez foi feita, mas na mesma fá-la-ei. Tenho lido em certas gramáticas que os tempos, Eu tivera, Eu tinha tido, Eu havia tido, são de significados idênticos. No entanto, noutras gramáticas li que estas formas são de significados diferentes, mas no entanto têm significados parecidos. Eu concordo com esta última opinião, porque quando as uso, uso-as em circunstâncias diferentes do dia a dia. Agora a questão é: essas formas são idênticas, parecidas ou diferentes? Como se sabe, a linguagem do povo e a linguagem erudita são totalmente diferentes.
A cada hora / a toda a força
Aprendemos, nas gramáticas, que: 1) Não há crase antes de pronome indefinido, exceto outra; 2) já, em locuções que tenham por núcleo uma palavra feminina, existe, no entanto, a crase. Certo. A dúvida, então, é se a crase estará presente ou não em locuções, como por exemplo as adverbiais, que sejam compostas por pronome indefinido colocado imediatamente após o "a", do tipo: a(à) toda força, a(à)cada hora, etc. Usadas, quem sabe, numa frase assim: "Ele remava a(à) toda força e parava a(à) cada hora para descansar." Muito Obrigadas.
Se chama ou chama-se?
Se o v/ (louvável) objectivo é ajudar-nos a bem falar português, não vos parece que frase do tipo daquela que consta da v/ resposta a "penalty", qualquer coisa como (cito de memória): "...para o que em Portugal chama-se...", em vez de "...para o que em Portugal se chama..." não são o melhor contributo possível, pelo menos para o português de Portugal? Podiam, pelo menos, dar duas respostas, ou indicar que a resposta é dada por alguém que fala português do Brasil, não vos parece?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa