DÚVIDAS

Composição morfológica vs. composição morfossintáctica
Em Mira Mateus [et aliae, Gramática da Língua Portuguesa, Lisboa, Editorial Caminho, 2003], a palavra composta luso-brasileiro é considerada dentro dos compostos morfológicos com uma estrutura de coordenação, enquanto surdo-mudo já é classificado dentro dos compostos morfossintácticos com um estrutura de conjunção. Não percebo a diferença até porque surdo e mudo tanto podem ser adjectivos como nomes. Será que me podem clarificar estas classificações?
Os pronomes relativos com preposição
«a que» e «à qual»
Gostaria de saber qual o emprego correto dos pronomes relativos na seguinte frase: «A seguradora "a que ou à qual" pagamos o seguro do carro faliu.» Entendo que «à qual» ocorre porque se entende o verbo pagar como VTDI [verbo transitivo direto e indireto], ou seja, paga-se algo (o seguro do carro) a alguém (a seguradora). Porém, não entendo por que poderá ocorrer «a que».
Se chama ou chama-se?
Se o v/ (louvável) objectivo é ajudar-nos a bem falar português, não vos parece que frase do tipo daquela que consta da v/ resposta a "penalty", qualquer coisa como (cito de memória): "...para o que em Portugal chama-se...", em vez de "...para o que em Portugal se chama..." não são o melhor contributo possível, pelo menos para o português de Portugal? Podiam, pelo menos, dar duas respostas, ou indicar que a resposta é dada por alguém que fala português do Brasil, não vos parece?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa