Justaposição, aglutinação e a TLEBS (Portugal)
Serve a presente para colocar uma questão e chamar a atenção para algumas incorrecções que tenho visto no vosso site. Em primeiro lugar, fiquei espantada com algumas respostas vossas que li, segundo as quais as palavras 'desfazer' e 'ilegal', por exemplo, eram classificadas como palavras derivadas por prefixação, quando, de acordo com o que li na TLEBS, são palavras modificadas por prefixação. Se estou errada, gostaria que me esclarecessem. Em segundo lugar, quero dizer que tenho lido muita informação relativamente à formação de palavras e cada vez me sinto mais confusa, sem saber o que hei-de ensinar aos meus alunos do secundário. Eu própria ainda não consegui perceber se se continua a utilizar as designações 'justaposição' e 'aglutinação' porque não vejo essas designações na TLEBS mas vejo-as nalgumas gramáticas que supostamente já integram a TLEBS e nalgumas respostas vossas. Se percebi bem a TLEBS, as palavras consideradas justapostas agora são compostos morfossintácticos coordenados, subordinados ou com estrutura de reanálise; as palavras compostas por aglutinação agora deverão ser classificadas apenas como compostos morfossintácticos. Estarei certa? Obrigada.
Pêra/peras (antes do AO),
pera/peras (depois do AO)
pera/peras (depois do AO)
Gostaria de saber a razão por que a palavra «pêra» leva acento circunflexo e «peras» não é acentuada. Terá algum fundamento uma explicação, que tenuamente me recordo de ter lido, de que «pêra» é acentuada para não se confundir com a contracção de «per» (arcaico de «por»?) com o artigo «a» («pera»)? Mas, por essa lógica, o mesmo se aplicaria a «peras», que deveria igualmente ser acentuada! E que outros casos similares existem?
Antecipadamente grato pela oportunidade que este magnífico espaço me (nos) proporciona diariamente, aproveito para vos manifestar o meu profundo apreço pelo vosso trabalho e recomendar (quase diria obrigar) a consulta desta magnífica “Gramática virtual” a todos quantos amam a Língua Portuguesa.
O uso de "media"
(= «meios de comunicação social»)
(= «meios de comunicação social»)
No Grande Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora encontra-se a palavra “média” a significar «meios de comunicação de massas”. Sabendo que a palavra latina ‘media’ está na origem da forma portuguesa, estará correcto aportuguesá-la, colocando-lhe um acento agudo, e usá-la como um plural? Não vai isto contra as regras da morfologia portuguesa? Não é verdade que essas regras prevêem que se faça o plural com o acrescentamento de um -s às palavras?
Muito obrigado.
Octocampeão ou octacampeão?
Qual o correto? Octocampeão ou octacampeão? Qual a regra? Obrigada.
O plural de pixel, novamente
Apesar de ter consultado as vossas respostas anteriores a dúvida relativamente ao plural de “pixel” continua por esclarecer (sugerem “pixels”, “píxeis” e “pixéis”). Dado que a informação disponível data de 2004, pretendo saber se já existe informação mais concreta em relação a este assunto.
Cataclismo ‘vs.’ “cataclisma”
No Brasil, emprega-se bastante o termo “cataclisma”, o qual não é consignado por nenhum dos dicionários brasileiros da língua portuguesa que pude consultar. Em seu lugar, todos registram «cataclismo», o mesmo ocorrendo no dicionário em linha da Porto Editora. A respeito deste tema, gostaria de saber se em português existe ou não o vocábulo “cataclisma”. Caso a resposta seja afirmativa, gostaria de saber também se esta palavra seria uma variante de «cataclismo». Se todavia a resposta for negativa, gostaria de saber outrossim se este termo seria um italianismo, haja vista que em italiano há “cataclisma”. Muito obrigado.
Complementos do nome
Na nossa escola surgiu a seguinte dúvida: «Na escola os alunos aprendem coisas de sonho e beleza.» As palavras «sonho» e «beleza», como se classificam morfologicamente? Como substantivos ou adjectivos? Agradecemos resposta, pois a celeuma é grande...
Plural de «sal de fruta» e joão-de-barro
Já pesquisei bastante e não consegui chegar a uma conclusão. O plural destas duas palavras compostas: “sal de fruta” e “joão de barro”.
Ainda o termo "islamista"
Leio no caderno "Actual" do "Expresso", em texto assinado por Francisco Belard (O Português e os mestres, de 18 de Março p.p.) comentando o livro Gente Famosa Continua a Dar Pontapés na Gramática – Manual de Erros e Correcções de Linguagem, de Lauro Portugal (Roma Editora), que o termo "islamista", apontado no livro em causa (e aqui no Ciberdúvida) como uma corruptela de "islamita" (muçulmano), afinal terá já um sentido diferente (FB não o diz, mas pressupõe-se que significaria "fundamentalista") sendo, portanto, palavra correctamente escrita.
Tem sentido esta tese?
O termo hominescência
Qual o significado da palavra «hominescência»? Obrigado.
