A expressão «coisa bondosa»
Está correto o uso do adjetivo bondosa com o sentido de bom, na frase seguinte?
«Ele costuma fazer o que ela pede. E ela pede só coisa bondosa.»
A pronúncia de indemnizar e subtil em Portugal
Em palavras como indemne, indemnizar, subtil, subtileza, o m e o b soam no português europeu?
Excelente o vosso trabalho.
A expressão «faltar ao respeito»
A minha dúvida é sobre estas duas expressões (i) "faltar respeito" (ii) "faltar com respeito".
Oiço mais, aqui em Bissau, o uso da primeira frase, mas nos filmes, escrituras ou telenovelas portuguesa, oiço só a segunda.
Então, pergunto qual dessas é correta.
O uso do substantivo confinamento
Existe a palavra "confinamento" no português europeu?
Obrigada.
Nomes contáveis e não contáveis: o caso de alimentação
Pretendo esclarecer se o nome alimentação é contável ou não contável.
Obrigada.
A formação de infelizmente (II)
Têm-me surgido cada vez mais dúvidas no âmbito dos processos de formação de palavras por derivação.
Por exemplo: infeliz é uma palavra derivada por prefixação; felizmente é uma palavra derivada por sufixação. E infelizmente? É derivada por sufixação (infeliz+-mente) ou por prefixação e sufixação (in-+feliz+-mente)? O Dicionário Terminológico apresenta a derivação por prefixação ou por sufixação e a parassíntese surge como o único caso em que são adicionados prefixos e sufixos...
Obrigada.
«Solar», «relativo ao sol» vs. solar, «casa nobre»
Estou com uma dúvida que me tem inquietado. Na ficha de trabalho de um manual, a propósito da obra Auto da Barca do Inferno [de Gil Vicente], surgiu a palavra solar («fidalgo de solar») identificada como extensão semântica (solar – relativo ao sol /solar – terreno onde se eleva a casa de uma família nobre ou pessoa nobre). Será possível aceitar extensão semântica e também derivada por sufixação?
«Fiz cinco anos no Brasil» (português da Guiné-Bissau)
O verbo fazer é impessoal quando se refere ao tempo decorrido. No entanto, ouço as pessoas dizerem «fiz cinco anos no Brasil» ou «fizemos dois meses em Biombo», com o sentido de permanência.
Será que é correto dizer assim, e se não é, como é que se deve dizer?
Os termos adoção e adotabilidade
A propósito do caso da jovem imigrante sem-abrigo que abandonou o filho recém-nascido num contentor do lixo [em Lisboa], ouvi o termo adoptabilidade que, confesso, desconhecia (nem se encontra dicionarizado), mas que creio faz parte do léxico jurídico: [suponho que] "adaptabilidade", no sentido do processo legal para a adoção do bebé*.
Ou seja: qual a diferença entre adoptabilidade e adoção, e em que registo se usa um e outro? * in Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo Anotada, de Paulo Guerra.
A pronúncia do nome da letra y
Estou curiosa para saber as possíveis pronúncias atestadas para a letra y em português europeu (somente).
O Portal da Língua Portuguesa traz [transcrição fonética] IPA/AFI [ˈip.si.lõ], com vogal nasal no final da palavra como a pronúncia padrão e não padrão de Lisboa.
Eu e meu amigo estávamos discutindo se essa pronúncia estaria competindo com [ˈip.si.lɔn]. Qual a forma ensinada nas escolas em Portugal? Existe variação (que é o que me interessa realmente)?
Encontrei dois links relevantes:
1) https://youtu.be/-Zvp8jPSSSI?t=94
2) https://youtu.be/Jlhxs_s2oz0?t=84
São materiais portugueses usados para ensinar o ABC para crianças. As pronúncias são divergentes e para mim atestam variação linguística aceitável. Qual é a opinião dos senhores?
Muito obrigada!
