DÚVIDAS

A locução se bem que e o conjuntivo
A locução se bem que é seguida ou não de conjuntivo? Escrevi recentemente num texto: «O comportamento da turma é satisfatório, se bem que alguns alunos continuem a perturbar as aulas.» Uma colega teve dúvidas quanto ao uso do conjuntivo neste contexto e sugeriu o presente do indicativo «(...) se bem que alguns alunos continuam a perturbar as aulas», que, em sua opinião, seria o mais correcto. Tem razão?
A classe e as subclasses da palavra paciência
Ao resolver uma prova de aferição-tipo com os meus alunos, uma das perguntas mandava tomar em consideração a frase «a mãe perdeu a paciência...» e pedia a classe e as subclasses da palavra paciência. Quanto à classe, é um nome ou substantivo; quanto às subclasses, aprendi (tenho 54 anos) que os substantivos abstractos tinham apenas esta subclasse e que os concretos é que podiam ser próprios, comuns e colectivos. No entanto, as soluções da prova apresentavam a palavra também como um substantivo comum. Será assim?
Gestor, gerido, gestante
Como se chama um indivíduo (por ex., professor), cujo responsável pelo seu processo (assistente administrativo) se denomina gestor? Esta é uma questão que tem levantado algumas dúvidas na escola onde eu trabalho. Já se fizeram recolhas de opiniões, a que tem mais votação é: — "gestante" (não me parece!) — "gerido" (a mim parece-me mais correcta) Qual será então o nome que eu posso chamar aos meus... gestantes?... geridos? Obrigada.
«Para com», mais uma vez ainda
Várias vezes tenho ouvido o uso das preposições para com em diferentes contextos e estou deveras baralhada. Dou como exemplos alguns que li e ouvi:1. Ele foi muito mal-educado para comigo.2. Não tenho qualquer rancor para com ele.3. Pode ser ser que eles o tenham sido para contigo, mas para mim sempre foram irrepreensíveis.4. Para com os seus pares, ele mostrou-se à altura.Em que situação se deve usar para com? (e, por favor, não usem a terminologia TLEBS senão o caos instala-se definitivamente na minha cabeça!).Muito obrigada.
Sobre a abreviação
Tenho-me debatido, ao estudar os processos de neologia, com algumas dúvidas acerca da inclusão ou não da abreviação como um processo neológico. Empiricamente, parece-me evidente, mas o termo não aparece especificado na TLEBS, o que me faz estar relutante quanto à sua utilização. De uma forma geral, as novas edições das várias gramáticas disponíveis em Portugal continuam a falar de abreviação ou redução de palavras, bem como já li, também, truncação. Portanto, deve-se continuar a entender as palavras abreviadas como constituintes da neologia? Muito obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa