DÚVIDAS

Concordância em «... nenhuma (das questões) me ofendeu...» + benfeito
No dia 21/03/2010, na Rede Gazeta de Televisão, no programa Prazer em Conhecer, o entrevistado é promotor de justiça, com pós-graduação, doutorado e mestrado segundo ele. Foi feita a pergunta pelo entrevistador se alguma das perguntas havia lhe ofendido, ele respondeu: «Das perguntas que foram feitas, nenhuma das questões me ofendeu.» Gostaria de saber se o verbo ofender neste caso fica mesmo no singular ou no plural. A outra questão é: na revista Veja número 12, edição 2157, de 24/03/2010, pág. amarela, o escritor escreveu a palavra "benfeito", não encontrei no meu dicionário Houaiss. Gostaria de saber se está mesmo correto, ou foi equívoco, ou se escreve bem feito (separado). Desde já meus sinceros agradecimentos.
Sobre o verbo mudar
O verbo mudar, na acepção de «trocar de alguma coisa» (por exemplo, de casa), é reflexivo? Ouve-se muitas vezes a expressão «Ele mudou-se de casa», mas segundo dá a entender o Dicionário Sintáctico de Verbos Portugueses, de Winfried Busse, não se trata, neste caso, de um verbo reflexivo, mas sim de um verbo transitivo indirecto não pronominal. Isto significa que a estrutura correcta é «Ele mudou de casa». Confirmam esta minha conclusão? Grato pela atenção pronta que sempre dispensaram às minhas questões.
Ainda «Vou a tua casa» e «Vou à tua casa»
Para Carla Viana. «Ambas as formas estão correctas. A diferença parece residir antes no grau de cristalização das expressões: em "vou a tua casa", com contracção da preposição com o artigo (no Brasil, a chamada crase), nota-se uma tendência para a expressão fixa (idiomatização), como sucede com "em meu nome", que é a locução consagrada, em lugar da que estaria mais conforme ao uso do português europeu — "no meu nome".» Muito obrigada pela sua resposta. Daí pode inferir-se que quem escreve «vou a tua casa» entende claramente que a é uma preposição?
Oração subordinada reduzida de particípio
Gostaria que analisassem a frase: «O senhor Cláudio Rabelo convida para a palestra "O Português e Portugal", direcionada aos portugueses residentes no Brasil.» A oração «direcionada aos portugueses residentes no Brasil» pode ser considerada uma oração subordinada explicativa? A vírgula depois de «Portugal» é obrigatória, opcional, ou não deveria existir? Desde já agradeço a colaboração.
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