Dêixis temporal
Podem, por favor, identificar o tipo de dêixis presente em «Assinala-se esta quarta-feira o centenário do nascimento de José Saramago»?
Muito obrigada.
As orações temporais em Portugal
Em um artigo sobre as futuras possibilidades do uso da tecnologia digital, li várias orações com verbos no presente que me despertaram dúvidas sobre o uso do indicativo ou do subjuntivo (conjuntivo em Portugal). Praticamente em todos os exemplos, o verbo aparecia no presente do indicativo na oração subordinada, mas o verbo da principal estava no futuro do indicativo.
Exemplos:
– «Quando estamos em férias, as conversas com estrangeiros, na nossa língua materna, serão traduzidas em simultâneo e serão escritas no dispositivo na sua língua materna.»
– «Quando compramos numa loja de desportos online, iremos escolher o artigo que desejamos.»
– «Enquanto estamos em uma reunião de trabalho, a ata está a ser elaborada.»
No português do Brasil, parece ser muito mais comum o uso do subjuntivo na oração subordinada nesses casos. Dependendo da oração, acredito que poderia ser considerado incorreto o uso do indicativo. Diríamos, por exemplo: «Quando estivermos de férias, as conversas com estrangeiros, na nossa língua materna, serão traduzidas...», ou «Quando estamos de férias, as conversas (...) são traduzidas».
Gostaria de saber se me podem ajudar com a interpretação do uso dos tempos e modos verbais com as conjunções enquanto e quando nos citados contextos.
Muito obrigada pela ajuda e parabéns pelo trabalho realizado todos os dias.
A expressão «estar para» + lugar
Antes de mais, boa noite. Durante uma conversa com um amigo, surgiu uma duvida gramatical, após a frase «lembrei-me quando estava para a cozinha», ter sido dita.
A frase «lembrei-me quando estava para a cozinha» é gramaticalmente válida?
Quando penso na mesma, a frase que me parece correta seria «lembrei-me quando estava na cozinha», contudo, quando separo e analiso as palavras individualmente e com as respetivas ligações, não consigo encontrar um motivo para a mesma estar errada. Sendo que a ausência de motivos ainda é acompanhada pelo reforço da expressão «para a», ser comumente utilizada noutras frases tal como por exemplo, «lembrei-me quando fui para a cozinha». Neste momento, apenas estou confuso, e não consigo perceber o porquê de num sitio, soar estranho/errado.
Agradeço que quem potencialmente responder justifique e explique um pouco o porquê, independentemente de certo ou errado.
A expressão «pegar fogo»
Tenho visto, mesmo em muito jornais portugueses de referência, a expressão «pegar fogo» em vez de incendiar.
Sei que é uma expressão muito utilizada no português do Brasil, mas é correta?
Deixo o exemplo do título de uma notícia do Jornal Expresso «Três mulheres lésbicas morrem queimadas após homem pegar fogo a quarto onde viviam». Não seria após homem incendiar quarto onde viviam?
Agradeço desde já a disponibilidade
A locução «no imediato»
Ao ler um artigo de opinião num jornal português, a expressão «no imediato» deixou-me com uma dúvida.
No Brasil, é muito mais comum o uso de imediatamente, mas não sei se o significado é o mesmo no contexto de uso.
A oração era esta: «Devido à dimensão dos recursos, no imediato esses serviços são disponibilizados pelo oligopólio das grandes empresas tecnológicas.»
Talvez a interpretação seja a de que os serviços são «imediatamente disponibilizados» pelo oligopólio citado ou «estão imediatamente disponíveis» no oligopólio mencionado.
Agradeço-lhes muito pela ajuda para saber se a interpretação de «no imediato» é correta no contexto enviado.
O termo infodemia
Gostaria de saber se a palavra infodemia existe no plural, ou se já supõe um coletivo.
Obrigada!
Mas restritivo
É possível relacionar a conjunção adversativa mas com ideias de condição?
Por exemplo, na frase abaixo, pelo menos a meu ver, o sentido expresso pelo referido vocábulo se aproxima muito do mesmo valor da conjunção se ou da locução «desde que».
«Você até pode sair hoje à noite, mas não vá a nenhuma boate, nem consuma bebida alcoólica.»
Obrigado.
Orações não finitas e infinitivo flexionado
Voltando novamente ao uso do infinitivo pessoal/impessoal (flexionado ou não), queria esclarecer se, de facto, há situações que exigem um ou outro. Ou seja, estamos a falar de questões meramente estilísticas, sem que o seu uso indiferenciado implique agramaticalidade frásica?
Muito obrigado pelo contributo.
Dever, verbos principais coordenados e negação
«Não DEVEMOS ter medo de nada e NÃO (devemos) DESISTIR da luta.»
Na frase anterior será possível subentender o verbo devemos entre o advérbio não e desistir?
Obrigado
«Bolo de laranja», «bolo de ovos»
Se possível gostaria de saber as expressões corretas:
«Bolo de laranja» ou «bolo de laranjas»?
«Bolo de ovo» ou «bolo de ovos»?
Grato
