Textos publicados pelo autor
Particípio passado usado adjetivalmente
Pergunta: Por favor, considere a frase:
«Alberto é um homem marcado pela sorte.»
A palavra marcado é adjetivo ou particípio? Exerce a função de adjunto adnominal?
«Pela sorte» é agente da passiva? Ou complemento nominal?
Obrigado.Resposta: Segundo o Dicionário Prático de Regência Nominal, de Celso Pedro Luft, marcado é um adjetivo (nessa acepção da frase trazida pelo consulente) que exige um complemento nominal iniciado pela preposição...
Concordância verbal: «duas é bom»
Pergunta: Considere a frase:
«Uma cerveja é pouco, duas é bom, três é ... bom demais!»
Por que não há concordância entre «duas» e «bom», entre «três» e «bom»? Há erros?
Obrigado.Resposta: A razão pela qual não dizemos «duas são boas, três são... boas demais» nessa frase é que, no fundo, não estamos falando das garrafas de cerveja em si, mas sim do ato de beber ou da quantidade total.
É simples: quando pensamos na ideia implícita de «beber duas cervejas», a frase se refere a uma ação completa, é uma proposição nominalizada; quer...
A tradição literária no ensino da gramática
Por que aprendemos o que aprendemos
«Abolir do ensino formas como vós, a mesóclise, o pretérito mais-que-perfeito ou alguns coletivos não amplia a competência linguística do aluno; ao contrário, empobrece-a» – defende o gramático Fernando Pestana, que salienta a necessidade de atender à tradição linguística e lietrária na gramática ensinada no Brasil. Apontamento publicado no Facebook em 17/07/2026 e aqui partilhado com título e subtítulo adaptados. ...
O idioma que não soube morrer
O ano em que os Portugueses desapareceram
«Era uma ideia estranhamente reconfortante para alguns: sem Portugal, não haveria português legítimo» – narra o gramático Fernando Pestana numa breve ficção sobre o que poderia acontecer à língua portuguesa se os falantes de Portugal desaparecessem. Texto publicado no Facebook em 19/06/2026 e também aqui partilhado....
"Manteu" em lugar de manteve e outros erros
