Textos publicados pelo autor
«O que» e «o quê» (Brasil)
Pergunta: Deve-se construir «Afora isso, não temos sobre o quê conversar» ou «Afora isso, não temos sobre sobre o que conversar»?
Obrigado.Resposta: Sob o verbete quê, assim nos ensina Domingos Paschoal Cegalla em seu Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa:
«Acentua-se este monossílabo quando é tônico, o que se dá: a) quando é substantivo com o sentido de "alguma coisa"...: Notei em seus olhos um quê de ironia. (...) ; b) quando é interjeição: Quê!? Ainda...
A dialética da "vingancinha"
A propósito do Dia Mundial da Língua Portuguesa
«Há uma diferença entre compreender historicamente a transformação do português no Brasil e transformar isso numa narrativa de revanche civilizacional» – argumenta o gramático Fernando Pestana numa crítica a um artigo que o linguista Caetano Galindo publicou na Folha de s. Paulo em 5 de maio de 2026, Dia Mundial da Língua Portuguesa. Texto publicado no Facebook e aqui republicado com a devida vénia....
O substantivo conversão e os complementos nominais
Pergunta: Na frase «É necessária a conversão das medidas para a unidade metro.», há dois complementos nominais relativos ao nome conversão, quais sejam «das medidas» e «para a unidade metro»?
Nesse caso, por que não existe uma vírgula separando ambos, já que se teria uma enumeração de termos coordenados entre si de mesma função sintática e com o mesmo referente?
Talvez porque pode-se interpretar que os referentes não sejam o mesmo, na verdade?
O referente de «das medidas» seria «conversão»; e o de «para a...
Norma culta inculta
A subversão da gramática
O panorama da linguística contemporânea no Brasil é o foco central de Norma culta inculta (Minotauro, 2026), a mais recente obra do gramático e professor Fernando Pestana. Reunindo textos originalmente divulgados no Facebook do autor entre 2022 e 2025, o livro propõe uma reflexão crítica sobre o estatuto da norma culta no português do Brasil e sobre certos rumos da linguística e do ensino da língua. Ao longo de mais de 50 textos que, apesar de originalmente independentes, formam um conjunto coerente, Pestana...
Pessoas vivas e falecidas numa mesma lista
Pergunta: Estamos mandando confeccionar uma placa para homenagear algumas pessoas, entre elas temos pessoas falecidas e vivas.
Pergunto:
Para as pessoas falecidas, podemos escrever in memoriam depois do seu nome?
Para as pessoas vivas, podemos escrever in vivo ou «em vida» depois do seu nome?
Grato.–Resposta: Não há um modelo preestabelecido para casos assim. Desse modo, sugerimos o seguinte modelo:
HOMENAGEM
A todos aqueles que contribuíram com dedicação para esta instituição,...
