Textos publicados pelo autor
A locução «uns aos outros» (Brasil)
Pergunta: Na frase «Os jogadores agrediram uns aos outros», qual a função sintática de «uns»?
Qual a função sintática de «aos» ? Qual a função sintática de «outros»
Obrigado.
Resposta: A expressão «uns aos outros» não tem seus elementos analisados morfossintaticamente em separado – justo por ser uma expressão cristalizada de reforço de reciprocidade.
Por isso, todos os gramáticos brasileiros consultados nos informam que «uns aos outros» é um objeto direto preposicionado* quando complemento de...
Novamente «ter a» + infinitivo (Brasil)
Pergunta: Na frase «Escuta o que eu tenho a te dizer», a sequência «a te dizer» é objeto indireto do verbo tenho?
Ou é oração subordinada adverbial final?
ObrigadoResposta: Entre as possibilidades regenciais do verbo ter, não há nenhum caso em que ele exige objeto indireto, o que nos leva a analisar a oração «a te dizer» como subordinada adverbial final reduzida de infinitivo, mais ou menos equivalente a «Escuta o que eu tenho a fim de te dizer» ou «Escuta o que eu tenho para te...
Uso e omissão do artigo definido
Pergunta: Considerem-se as seguintes frases:
1. «É preciso declarar guerra à guerra.»
Por que não há artigo antes da primeira palavra guerra e há artigo antes da segunda palavra guerra? Há ausência de paralelismo?
2 . «Não tenho dúvidas de que é preferível a virtude à desonestidade.»
Por que há artigo antes da palavra virtude e antes da palavra desonestidade?Resposta: 1. Em «declarar guerra à guerra», há dois sentidos distintos...
«Vinha estudando»
Pergunta: Vejo sempre em livros o ensino de conjugação dos tempos composto com o auxílio do verbo ter.
Ex.: «Tenho estudado bastante...»
Nunca vi, todavia, exemplos com o verbo vir, apenas na linguagem falada do dia a dia.
Ex.: «venho estudando bastante nos últimos dias...»
Assim, gostaria de saber se esta última construção é abrangida pela norma culta ou é fruto de coloquialismo.
Desde já agradeço pelo apoio de sempre!Resposta: O tempo composto de um verbo é sempre...
Gramáticos mortos: o pelourinho da crítica
