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Ambiguidade de mais: «e mais jogou bola na vida»
Pergunta: Li a seguinte manchete: «Neymar mostra rua no litoral de SP onde deu o 1° beijo e mais jogou bola na vida.»
Algo soa estranho na frase. Creio que isso se dê por conta da ausência de um segundo onde antes de «mais jogou bola na vida».
Gostaria de saber se a construção - como vai no jornal - está correta ou, caso não esteja, se há forma mais clara e agradável de escrevê-la.
Obrigado.Resposta: O problema não é de ordem gramatical, pois é correta a elipse do pronome relativo...
O plural de feminicídio
Pergunta: Li o seguinte período:
«No ano de 2022, foram registrados cerca de 4500 assassinatos de mulheres, os quais são tipificados na lei como feminicídio.»
Gostaria de saber se a palavra feminicídio não deveria estar flexionada no plural - «os quais são tipificados na lei como feminicídios».
Obrigado.Resposta: As duas formas são corretas. A escolha entre uma e outra depende da intenção estilística e do efeito de sentido desejado, e não de uma regra que condene qualquer das duas.
Na...
Colocação pronominal depois de tal
Pergunta: No enunciado a seguir, o termo tal tem qual classificação gramatical?
Ele é uma palavra que atrai o pronome se (ou seja, deve ser usada a próclise ou a ênclise no verbo mantém?)?
«Tal entendimento mantém-se vivo até hoje.»
Grata.Resposta: Segundo todos os gramáticos brasileiros* que tocam no assunto, o vocábulo tal é um pronome demonstrativo, pois equivale a esse (tal entendimento =...
Quando condicional
Pergunta: Ao ler a ótima gramática do Cegalla (Novíssima Gramática da Língua Portuguesa), observei a seguinte frase classificada como temporal:
«Formiga, QUANDO QUER SE PERDER, cria asas.»
A frase não pode ser encarada como condicional?
Ex.: «conj.condic. 6. No caso de; se: Só é gentil quando quer alguma coisa.» (Aulete)
Além do Cegalla, vários gramáticos tradicionais não citam o quando como conjunção condicional (ex.: Pasquale e Ulisses – na Gramática de Língua...
«O que» e «o quê» (Brasil)
Pergunta: Deve-se construir «Afora isso, não temos sobre o quê conversar» ou «Afora isso, não temos sobre sobre o que conversar»?
Obrigado.Resposta: Sob o verbete quê, assim nos ensina Domingos Paschoal Cegalla em seu Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa:
«Acentua-se este monossílabo quando é tônico, o que se dá: a) quando é substantivo com o sentido de "alguma coisa"...: Notei em seus olhos um quê de ironia. (...) ; b) quando é interjeição: Quê!? Ainda...
