Carlos Marinheiro - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Carlos Marinheiro
Carlos Marinheiro
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Bacharel em Jornalismo pela Escola Superior de Meios de Comunicação Social de Lisboa e ex-coordenador executivo do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Colaborou em vários jornais, sobretudo com textos de análise política e social, nomeadamente no Expresso, Público, Notícias da Amadora e no extinto Comércio do Funchal, influente órgão da Imprensa até ao 25 de Abril.

 
Textos publicados pelo autor

Como continua a haver vozes a preferir a variante inglesa Sumatra ao nosso vernáculo de quase cinco séculos Samatra, transcrevemos com a devida vénia os seguintes três textos insertos na página do Clube de Jornalistas portugueses:

(...)

A França está chocada com o facto de a sua língua ter um estatuto secundário na Expo'98. Com efeito, as línguas da Exposição Mundial de Lisboa são o português, o inglês e o espanhol.
   A defesa que os franceses, e muito bem, fazem da sua língua contrasta com a atitude, algo arrogante, de algumas personalidades públicas portuguesas que continuam a pronunciar Expo à inglesa. Dizem /écspò/, quando deviam pronunciar ...

O semanário português «Expresso» está de parabéns. Comemora com justiça 25 anos de bom jornalismo, talvez do melhor que se tem feito na Europa durante o último quartel. Deve-se, sem dúvida, a um conjunto de excelentes profissionais que o jornal sempre teve na sua redacção.
   Foi, por isso, com surpresa que, no editorial de 21 de Março, lemos a palavra despoletado num texto onde o autor queria dizer desencadeado, como se pode ver com o termo inserido no contexto: «... estávamo...

Não há organismos oficiais dos sete países de expressão portuguesa que façam o estudo comparado – permanente – da nossa língua comum.
   O filólogo português José Neves Henriques chama a atenção para isso, a propósito de uma contradição de pronúncia entre o Brasil e Portugal, levantada por outro dos nossos prezados colaboradores, o brasileiro Amílcar Caffé.
   Gasta-se dinheiro em coisas menos importantes. Mas, no estudo permanente da nossa língua, não. É u...

Parece ser crescente o número de portugueses que pronuncia Expo-98 à portuguesa: ou seja, /êispu/, como /livru/ e /milhu/. Muitos dos intervenientes no programa de Maria Elisa da televisão pública portuguesa RTP, na quinta-feira, 5, assim pronunciaram esta abreviatura de exposição.
   Bate certo: ao pronunciar exposição, ninguém diz /écspò/, mas /êispu/. Eis um dos motivos por que a Sociedade...