Textos publicados pela autora
O relativo «quanta»
Pergunta: Reparei que algumas gramáticas omitem o pronome relativo (terminologia brasileira) quanta (Celso Cunha...) e outras não (Evanildo Bechara...). Investiguei em várias e verifiquei que todas elas evitavam o tema nos exemplos.
Pela investigação no Google tornou-se-me claro que quanta existia como pronome relativo no português antigo, quer com função de adjetivo, quer com função de substantivo, mas não consegui concluir em relação ao português moderno. Quais das seguintes...
O uso da expressão «... tão único» II
Pergunta: Sobre a gramaticalidade da expressão «tão único», encontrei uma resposta no Ciberdúvidas que considera a expressão um "disparate". Não me parece que esta interpretação se ajuste aos dias de hoje e à evolução do adjetivo no nosso idioma e não só: por exemplo, em inglês, tornaram-se comuns expressões como "so unique" (sobre a evolução da palavra em inglês).
Se consultarmos os principais dicionários portugueses, vemos que o significado de único já não se resume ao valor absoluto....
«O vento faz-se sentir»
Pergunta: Hoje em dia é muito frequente ouvir-se o «fazer-se sentir». O vento «faz-se sentir», o calor «faz-se sentir», a inflação «faz-se sentir», o estrondo que «se fez ouvir», etc. É correcto dizer desta forma? Coisas inanimadas «fazem-se sentir»? Ou só seres com vontade podem fazer-se sentir? Não seria mais correcto dizer: «o vento que se sente», «o calor que sinto», etc?Resposta: Ambas as possibilidades apresentadas estão corretas: «O vento faz-se sentir» e «O vento que se sente».
O verbo fazer-se pode...
O antecedente de «cuja»
na frase «D. Dinis foi um poeta cuja atividade decorreu nos séculos XIII-XIV» Pergunta: Na frase «D. Dinis foi um poeta cuja atividade decorreu nos séculos XIII-XIV», o manual que utilizo considera o antecedente de cuja é «D. Dinis». A resposta está certa? Se sim, porquê? Obrigada.Resposta: O antecedente de cuja, na frase apresentada, é «um poeta». Cujo é um determinante relativo que aponta para uma interpretação possessiva, estabelecendo uma relação entre uma entidade possuidora, que ele retoma no interior da oração subordinada, e uma...
na frase «D. Dinis foi um poeta cuja atividade decorreu nos séculos XIII-XIV» Pergunta: Na frase «D. Dinis foi um poeta cuja atividade decorreu nos séculos XIII-XIV», o manual que utilizo considera o antecedente de cuja é «D. Dinis». A resposta está certa? Se sim, porquê? Obrigada.Resposta: O antecedente de cuja, na frase apresentada, é «um poeta». Cujo é um determinante relativo que aponta para uma interpretação possessiva, estabelecendo uma relação entre uma entidade possuidora, que ele retoma no interior da oração subordinada, e uma...
Deíticos de 2.ª pessoa
Pergunta: Tenho consultado várias gramáticas e verificado que apontam como deíticos pessoais todos os pronomes pessoais e os possessivos à exceção dos que se referem à 3.ª pessoa (ele/ela/eles/elas; seu/sua/seus/suas). Mas, na verdade, os possessivos de 3.ª pessoa não deverão ser considerados deíticos pessoais também? Vejam-se estes exemplos: "Sr. Lopes, o seu irmão ligou-lhe esta manhã." / "Este livro é seu, Sr. Lopes?" Nas frases dadas, "seu" relaciona-se com o "Sr. Lopes", pessoa que, dado o protocolo de tratamento entre...
