DÚVIDAS

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Textos publicados pela autora

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«Julgamos ser eternos...»

Pergunta: A minha questão é relativa à correta conjugação do verbo "Ser" quando em conjunto com verbos como "Julgar", "Imaginar", "Supor", "Acreditar" ou "Crer". Atente-se nas seguintes hipóteses: «Quando somos jovens, julgamos ser eternos.» «Quando somos jovens, julgamos sermos eternos.» Qual é a frase correta? Ou estarão ambas certas? Desde já, muito obrigado.Resposta: A opção correta é a primeira frase apresentada. As frases apresentadas constituem exemplos de subordinação infinitiva, na qual um verbo...

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«Ouvir alguém pedir...» e «ouvir alguém a pedir»

Pergunta: Relativamente a esta frase «na primeira vez, Ana julgou ouvir alguém pedir ajuda.", pedia-vos que me esclarecessem se podemos dizer: a) "Ana julgou ouvir alguém A pedir ajuda." b) "Ana julgou ouvir alguém pedir ajuda." Quanto à expressão "Na primeira vez", ela é legítima? Muito obrigado.Resposta: Todas as construções apresentadas são possíveis. Relativamente à primeira questão, há situações em que o verbo da oração subordinante seleciona a preposição («obrigar a», «insistir em», por exemplo). Nesses...

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A omissão do pronome pessoal átono em «avise-me» e «avise»

Pergunta: Tenho uma dúvida acerca dos pronomes oblíquos. Posso ocultar tais pronomes? Vou exemplificar: «Quando você chegar, avise-me» Poderia refazer essa oração assim: «Quando você chegar, avise»? Esse tipo de construção é possível dentro das normas do português do Brasil? Grato!Resposta: Na linguagem coloquial usado num registo informal a elipse do pronome átono é muito frequente: (1) « ̶  Viste o João?»         « ̶  Sim, vi.» (= «Sim,...

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Alguns recursos expressivos de "Tormenta", de Fernando Pessoa

Pergunta: Que recursos expressivos são possíveis encontrar em "Tormenta", de Fernando Pessoa? «Que jaz no abismo sob o mar que se ergue?Nós, Portugal, o poder ser.Que inquietação do fundo nos soergue?O desejar poder querer. Isto, e o mistério de que a noite é o fausto...Mas súbito, onde o vento ruge, O relâmpago, farol de Deus, um haustoBrilha, e o mar escuro estruge.»   Obrigada!Resposta: No poema em questão, é possível identificar alguns recursos expressivos: (i) Interrogações retóricas – presentes...

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Oração resultativa: «O que aconteceu para chegares tarde?»

Pergunta: Na frase «O que aconteceu para chegares tarde?», que valor poderíamos atribuir à preposição para? Agradeço o vosso esclarecimento.Resposta: No caso em apreço, a preposição para introduz uma oração resultativa, que corresponde a uma oração que exprime «não uma finalidade, mas um resultado, uma consequência da situação descrita na oração principal» (Lobo in Raposo et al., Gramática do Português. Fundação...
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