DÚVIDAS

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Textos publicados pela autora

Consultório

Análise da frase «ele se chama Fernando»

Pergunta: Na frase «ele se chama Fernando»,  a palavra se é partícula apassivadora ou pronome reflexivo? A palavra se tem a função de objeto direto? A palavra Fernando é predicativo do objeto? Agradeço.Resposta: Se considerarmos o verbo que chamar-se é reflexivo, com o sentido de «ter por nome», «ter sido batizado e/ou registado (com tal nome)», estaremos perante um verbo transitivo-predicativo. Neste caso, o pronome clítico...

Consultório

«Não me toque em mim» + «morre-se de tristeza»

Pergunta: Sempre ouvi desde pequeno que a frases «Não me toque em mim» está errada e que o certo ou é «Não me toque» ou «Não toque em mim», mas há pouco, estudando mais da nossa bela língua, me surgiu uma dúvida. Napoleão Mendes de Almeida [na Gramática Metódica da Língua Português] fala de «reflexibilidade atenuada de ação» — algo assim, se não me engano — e usa como exemplo a frase «Ele se morre de tristeza». Gostaria de saber se é a mesma coisa.Resposta: Relativamente à primeira parte da questão colocada, é importante saber...

Consultório

O verbo caber com pronome átono
+ oração de infinitivo

Pergunta: Qual das seguintes frases é a mais correta? «Cabe-nos respeitar a sua opinião», ou «Cabe a nós respeitarmos a sua opinião»? Tanto numa frase como na outra o verbo respeitar está no infinitivo pessoal, e gostaria de saber o porquê.Resposta: O verbo caber pode ser intransitivo ou transitivo indiretotransitivo. Este último uso está ilustrado em (1), frase em que o verbo se constrói com complemento indireto («aos alunos»): (1) «Cabe aos alunos estudar.» Neste caso, é...

Consultório

O adjetivo confiante seguido de oração

Pergunta: Gostaria de entender o processo de construção da frase «não estou confiante "se ela está boa"». Entendo que teríamos de escrever «não estou confiante de que ["que" ou "em que"] ela esteja boa» por causa da regência nominal de confiante. Porém, venho escutando a primeira com certa incidência. Poderia pensar que a força da oração hipotética («se ela está boa») quebra a oração subordinada substantiva completiva nominal? Haveria alguma explicação gramatical ou linguística para tal...
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa