Textos publicados pela autora
Grau comparativo do adjetivo grande
Pergunta: Gostaria de saber se o comparativo de inferioridade de grande é «menos grande do que».
Confesso que nunca usaria esta construção. Diria «menor do que» ou substituiria o grande por pequeno. Gostaria que me dissessem se é correto. Apesar de ter encontrado esta construção num livro de gramática, parece-me pouco ou nada usual.
ObrigadaResposta: Numa perspetiva de uso formal da língua, o adjetivo grande não aceita integrar construções com...
Superlativo absoluto: sintético vs. analítico
Pergunta: Gostava que me esclarecessem a diferença em termos de sentido (gradação ou intensidade) entre os graus superlativo absoluto sintético e o analítico.
Tenho pensado que a relação entre estes é análoga à diferença entre o pretérito mais-que-perfeito composto e o simples, ou seja, que a diferença seja apenas no plano gráfico e de uso literário e corrente e não em termos de sentido.
Agradecimentos antecipados!Resposta: O grau superlativo absoluto exprime sempre um valor acima ou abaixo daquilo que é espectável. Estes...
Frase identificadora: «o local onde vivo é Santo Aleixo»
Pergunta: Na frase «o local onde vivo é Santo Aleixo», é forçoso que se use a preposição após o verbo viver ou seja, «o local onde vivo é "em" Santo Aleixo»?
Obrigado.Resposta: A frase em questão terá um uso preferencial sem recurso à preposição.
A frase apresentada em (1) é uma copulativa identificadora, que inclui uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva («onde vivo»), que modifica o nome local. Ao incidir sobre este nome, a oração relativa reduz o escopo de referência do...
Análise sintática de «palavra que vi o moço»
Pergunta: No trecho abaixo retirado de Sonhos D'Ouro, de José de Alencar, como ficaria a análise sintática de "Palavra que vi o moço"? Fiquei em dúvida.
«É sério, Mrs. Trowshy. Palavra que vi o moço. E a senhora também; não disfarce.»Resposta: É possível perspetivar a frase em questão de diferentes formas.
Por um lado, a frase pode ser analisada como uma construção elítica, equivalente a:
(1) «Dou-lhe a minha palavra que vi o moço.» (= «Asseguro que vi o moço.»)
Nesta situação, a oração «que vi o moço» funciona como...
Referência comum a grupos de dois sexos
Pergunta: Numa rede social o grupo é composto pelos dois sexos. Na seguinte troca de mensagens por dois elementos (F – feminino e M – masculino):
«F - Bom fim de semana, minhas caras.
M - ... e meus caros!
F1 - Disse bem, minhas caras! Somos todas pessoas!»
É correta a justificação invocada por F1 ou deveria ser sempre «meus caros», conforme M, de modo a abranger todo o grupo?
Para a frase de F estar correta, não deveria ser especificado o vocábulo pessoas, apesar de soar muito mal?
Agradeço o vosso empenho em...
