Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Um “agúrio” de mau agoiro «[…] pode ocorrer até que a segunda volta do Sporting – do ponto de vista da pontuação – seja superior à primeira, portanto esses maus agúrios de que vêm aí tempos funestos…» Rui Oliveira e Costa, Dia Seguinte, SIC Notícias, 14 de abril de 2014, 22h27. Paulo J. S. Barata · 25 de abril de 2014 · 4K
Pelourinho A "descrição" (nada discreta) da PJ Mais uma confusão de duas parónimas, utilizadas a propósito de uma investigação da Polícia Judiciária, em Portugal – observada neste apontamento do autor, no jornal "i" de 10 de abril de 2014. Wilton Fonseca · 20 de abril de 2014 · 4K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público (Não) «terminar com um ponto final» «[…] não vale estarmos aqui – como eu disse – a levantar especulação, e para terminar com um ponto final: eu tenho mais um ano de contrato no Benfica.» Jorge Jesus, treinador do Benfica,10 de abril de 2014, conferência de imprensa após o jogo com o AZ Alkmaar, da Holanda. Paulo J. S. Barata · 16 de abril de 2014 · 3K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Erradicar o «melhor» (em vez do «mais bem») + adjetivo verbal «Creio que o País ficará melhor protegido no sentido de poder melhor fazer face às suas necessidades de financiamento se tiver uma rede de segurança» Teixeira dos Santos, RTP 1, Bom Dia, Portugal, 9 de março de 2014 Paulo J. S. Barata · 11 de abril de 2014 · 6K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público «Falar oralmente» «[…] decidi analisar de forma rigorosa, aprofundada, e por escrito, essa fase da vida portuguesa, para explicá-la aos portugueses, porque falar oralmente, qualquer um pode fazer, mesmo não sabendo nada das questões, mas escrever, assinar por baixo, e publicar, só pode fazer quem estuda bem os problemas». SIC Notícias, 10 de março de 2014 Paulo J. S. Barata · 4 de abril de 2014 · 6K
Pelourinho «Quero um "takeaway para levar", por favor» Um caso de redundância escusada à volta de um anglicismo há muito entrado na linguagem corrente em Angola e em muitos outros países de língua oficial portuguesa. Crónica do autor, publicada no semanário "Nova Gazeta", de 3/04/2014. Edno Pimentel · 3 de abril de 2014 · 8K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Estado, estádio e… “estádio” (?!) «E porque é que o diagnóstico é, tantas vezes, feito num estado já avançado? Infelizmente porque a doença quando dá sintomas é num estadio já bastante avançado. Habitualmente em estadios já metastáticos [...]». Entrevista à oncologista Ana Castro sobre as neoplasias do pâncreas, SIC Notícias, Edição da Manhã, 26 de março de 2014, 9h32 Paulo J. S. Barata · 28 de março de 2014 · 22K
Pelourinho O "entreteram-se" ministerial «Acho bastante negativo (...) que alguns partidos da oposição (...) entreteram-se já a cavalgar essas notícias hoje saídas [sobre a intenção do Governo em tornar definitivos os cortes nas reformas, públicas e privadas, em Portugal].» [Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Maques Guedes, Jornal da Tarde, RTP 1, de 27/03/2014.] Mais negativo, ainda, é o erro ministerial... a dobrar. José Mário Costa · 27 de março de 2014 · 6K
Pelourinho «Tu és uma pessoa "que na qual" tenho consideração» A escrita descuidada nos espaços de conversa informal das redes sociais, como o Facebook, abordada nesta crónica do jornalista e professor Edno Pimentel, na edição do semanário angolano "Nova Gazeta" de 27 de março de 2014. Edno Pimentel · 27 de março de 2014 · 6K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Enfrentar... "de frente"! «[…] agora chegou a hora de o enfrentarmos de frente […]» Bom dia, Portugal, RTP 1, 13 de março de 2014, 8h53 Não me recordo de já ter lido ou ouvido tal expressão, mas sei que é mais um pleonasmo vicioso. Enfrentar é sempre «atacar de frente», «encarar», «defrontar», «estar ou colocar(-se) defronte a». Aquele «de frente» é, pois, uma demasia criticável, um excesso condenável, a juntar a muitos outros de que já aqui demos conta. Paulo J. S. Barata · 21 de março de 2014 · 6K