Pelourinho - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Registos críticos de maus usos da língua no espaço público.
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Com três propostas concretas do Provedor do Telespetador para a sua diminuição

Nova intervenção do Provedor do Telespetador da televisão pública portuguesa, Jorge Wemans, no  programa Voz do Cidadão*, sobre os «múltiplos e demasiado frequentes» erros no uso da língua portuguesa nos diversos canais da RTP

* emitido no dia 2 de fevereiro de 2019, com a colaboração da professora Sandra Duarte Tavares.

 

 

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Tropeções linguísticos infelizes dum primeiro-ministro

Três tropeções linguísticos do primeiro-ministro português António Costa – no plural do verbo haver, na recorrente precaridade e um escusado de na frase «devemos sempre de preservar» – assinalados neste apontamento sarcástico transcrito  da revista Sábado de 3 de janeiro de 2019.

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Numa só legenda não um, nem dois, nem três, mas… quatro erros, quatro, é obra!...

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Uma lista de devedores ao fisco, publicada em Portugal e criada para pressionar os contribuintes pela estratégia da «vergonha pela exposição pública», acaba por dificultar a deteção de vários nomes próprios e apelidos, porque os regista com erros ortográficos básicos (falta de til ou cedilha, por exemplo). Notícia publicada pelo Jornal de Notícias de 13/06/2016.

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O verbo pôr despede-se com muita tristeza

Os romanos saudavam – Ave, Caesar, morituri te salutant («Ave, César, os que vão morrer te saúdam») –, mas o verbo pôr parece ter morrido de uma morte prematura e inesperada. Não chegou a despedir-se nem a saudar ninguém. Num curto espaço de tempo, os falantes do português decidiram que «quem põe são as galinhas», tendo eu já ouvido dois eminentes responsáveis pela cultura portuguesa defender que «a postura é das galinhas». Lamento profundamente que um verbo de tão grande força na tradição latina tenha, por ignorância, sido relegado para as galinhas. (...)

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Vasco Cordeiro – Um dia tipicamente açoriano...
António Costa – ... Solarengo, como se vê...
Vasco Cordeiro – Ora aí está... E portanto seja muito bem-vindo aos Açores.
António Costa – Isto é só para acabar com a má fama dos Açores, [segundo a qual] está sempre a chover. Não é verdade!...
Vasco Cordeiro – Muito bem!

[Diálogo entre o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, e o primeiro-ministro António Costa, à sua chegada a Ponta Delgada, em dia de sol radioso, in Telejornal da RTP 1, 29/04/2016.]

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«(...) o FC Porto soma até agora 13 derrotas, situando a época 2015 entre as mais piores da história do clube.»

[jornal “Público”, 12/04/2016]

 

O mau emprego do comparativo de superioridade do adjetivo mau1 ou do advérbio mal é dos deslizes mais recorrentes na imprensa portuguesa, anos e anos a fio...

(...)

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É bem verdade que o chamado Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação – no original, em inglês, International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ) – é de raiz norte-americana, com sede em Washington. Mas do mesmo modo que, e bem, é em português que ele é noticiado nos media portugueses, qual a razão de grande parte deles preferir o contrário, quando se escreve e se fala do escândalo fiscal por ele revelado? Porquê Panama Papers (...)?

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Nunca será de mais falar em regência preposicional. Tal como *ninguém necessita uma coisa, nem se *tem a certeza uma coisa, também *ninguém é alvo uma coisa (os asteriscos assinalam a agramaticalidade da construção). Neste cartaz pretende-se dizer que «o castelo foi alvo de transformações»; não foi *alvo transformações. (...)

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Define-se regência como «a relação necessária entre duas palavras ou entre duas orações, em que uma determina a forma da outra. Contrariamente à concordância, a regência implica uma relação de dependência entre elementos, uma relação de interdependência de um regido relativamente a um regente». (...)